sexta-feira, 31 de julho de 2026

Autarca de Valpaços pede declaração de situação de calamidade após fogo destruir 15 mil hectares

 Incêndio de Valpaços queimou hectares de vinhas, olivais, amendoais, explorações de frutos vermelhos, mirtilos, floresta e mato, num concelho que vive essencialmente do setor agrícola.

O incêndio que deflagrou em Valpaços e atingiu os concelhos de Mirandela e Vinhais já queimou 15 mil hectares, entre vinhas, olivais, floresta e mato, segundo o presidente da Câmara de Valpaços, que adiantou ter pedido a declaração de situação de calamidade.

"Já arderam 15 mil hectares, dos quais mais de 10 mil hectares são em Valpaços", afirmou esta sexta-feira à agência Lusa Jorge Mata Pires.

O autarca descreveu uma situação “dantesca” que atingiu o concelho do norte do distrito de Vila Real e adiantou já ter enviado o pedido para que seja declarada situação de calamidade.

Este é um município essencialmente de produção agrícola e o fogo atingiu, segundo salientou, "centenas de hectares de vinha, arderam muitos olivais, muitos amendoais, explorações de frutos vermelhos, mirtilos".

Contabilizam-se ainda cerca de duas dezenas de casas atingidas, entre casas de primeira e segunda habitação e devolutas, com quatro pessoas desalojadas e que foram realojadas em locais temporários.

Jorge Mata Pires disse que "são muitos os prejuízos" deixados pelo fogo que deflagrou na terça-feira à tarde em Ervões, em Valpaços, e se estendeu aos concelhos de Mirandela e Vinhais, já no distrito de Bragança.

Na quarta-feira, a câmara ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Esta sexta-feira, segundo disse, ainda se combatem as chamas no terreno, com uma frente na zona de Bouçoais e "ilhas" noutros locais, pelo que espalhados pelo terreno estão vários bombeiros atentos a reacendimentos e em ações de consolidação e rescaldo.

Já se está a trabalhar no levantamento dos prejuízos, antecipando que o município deverá remeter ao Governo o dossiê preliminar na segunda-feira.

Jorge Mata Pires realçou que, durante estes dias, a “prioridade absoluta foi a proteção das pessoas e dos seus bens, a segurança das comunidades afetadas”, destacando o trabalho incansável de todos os operacionais que estão no terreno, desde bombeiros, militares da GNR, Proteção Civil ou Exército.

Explicou que várias aldeias foram evacuadas ou então optou-se pelo confinamento das populações em locais seguros como forma de prevenção e de proteção dos residentes.

Disse ainda estar em contacto com o ministro da Administração Interna, com o secretário de Estado da Proteção Civil e até com o primeiro-ministro, que estão a acompanhar a situação.

O combate ao fogo foi dificultado, salientou, pelo vento intenso e, em alguns períodos, o fumo intenso impossibilitou a atuação dos meios aéreos.

Segundo a página online da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 14h18 desta sexta-feira estavam mobilizados para este incêndio 937 operacionais, 307 viaturas e seis meios aéreos.


In Expresso

Mais de 30 patrulhas militares apoiam combate aos incêndios: As imagens

Há mais de 30 patrulhas militares distribuídas por várias regiões do país para ajudar ao combate dos incêndios, incluindo meios aéreos que já cumpriram cerca de 360 horas de voo. Veja as imagens.

As Forças Armadas estão a apoiar o combate aos incêndios rurais com "mais de 30 patrulhas de vigilância terrestre compostas por militares da Marinha e do Exército e distribuídas por várias regiões do país", informa o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) em nota oficial enviada às redações esta sexta-feira.

"Desde o início da época crítica de incêndios, as patrulhas dedicadas já percorreram mais de 260 mil quilómetros, garantindo a vigilância das florestas, mantendo uma postura dissuasora de infrações e aconselhando a população sobre como evitar comportamentos de risco", referem. 

Além das patrulhas, foi destacado também um "pelotão da Marinha e três pelotões do Exército" para a região de Valpaços, onde um incêndio queimou 15 mil hectares, entre vinhas, olivais, floresta e mato. O objetivo da missão é "de rescaldo, vigilância e deteção ativa pós-incêndio".

Por seu lado, os meios aéreos das Forças Armadas "já realizaram cerca de 360 horas de voo garantindo vigilância, reconhecimento, coordenação aérea, combate às chamas e projeção de operacionais no terreno". "A vigilância por via aérea é garantida através do sobrevoo das áreas mais críticas por aeronaves da Força Aérea, complementadas por meios aéreos não tripulados da Marinha e da Força Aérea, identificando focos de incêndio ou detetando comportamentos de risco que são posteriormente reportados às entidades competentes", é detalhado no comunicado.

A estes meios, acrescem ainda "quatro helicópteros da Força Aérea que integram o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), nomeadamente dois helicópteros AW119 Koala empregues em missões de vigilância, reconhecimento e coordenação aérea, e dois helicópteros UH-60 Black Hawk, dedicados ao combate às chamas e à projeção de operacionais no terreno". 

Os três Ramos das Forças Armadas - Marinha, Exército e Força Aérea - tem vindo a desenvolver as "ações de vigilância, deteção, apoio às operações e combate, em estreita coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e as restantes entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais".

Há também "quatro destacamentos de engenharia do Exército a realizar limpeza e desobstrução de caminhos florestais nas áreas afetadas pelas intempéries que assolaram o país no início do ano", pode ler-se. 

In Última Hora

Incêndio de Valpaços mantém uma frente ativa entre Mirandela e Vinhais

No terreno estão mobilizados mais de 900 bombeiros, 306 viaturas e seis meios terrestres

O incêndio que deflagrou na terça-feira em Valpaços, distrito de Vila Real, e se alastrou aos concelhos de Mirandela e Vinhais, distrito de Bragança, tinha esta sexta-feira de manhã uma frente ativa e três em fase de consolidação e rescaldo.

Em declarações à Lusa, o comandante regional do Norte da Proteção Civil, Albano Teixeira, disse que neste momento a maior preocupação é a única frente ativa do fogo, que está repartida e lavra nos concelhos de Mirandela e Vinhais.

Quanto às três frentes que estavam ativas durante a noite no concelho de Valpaços, estão em "rescaldo e consolidação", acrescentou.

O comandante regional revelou ainda que na manhã desta sexta-feira "não há grandes perigos", sendo que as maiores dificuldades são os acessos, que não permitem aos bombeiros chegarem perto da frente de fogo.

Apesar da neblina e da intensidade do fumo, pelas 10h20 estavam no terreno quatro meios aéreos, aproveitando "uma janela de oportunidade" para operarem em alguns pontos do incêndio, e durante o dia haverá um reforço destes meios.

Ainda segundo Albano Teixeira, durante a noite não houve danos de maior, não arderam casas, nem se registaram feridos, tendo apenas sido assistidas algumas pessoas.

Desde o início do incêndio já foram assistidas 16 pessoas por inalação de fumo e indisposição, acrescentou.

De acordo com a informação disponível na página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 11h00 estavam envolvidos no combate ao incêndio 925 bombeiros, apoiados por 306 viaturas e seis meios aéreos.

O fogo começou na terça-feira no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, e alastrou-se depois aos concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, tendo várias aldeias chegado a ficar confinadas, de acordo com relatos de autarcas à Lusa.


In Expresso

Fogo em Chaves com frente ativa é combatido por quase 200 operacionais

O incêndio que deflagrou na quinta-feira em Chaves mantém hoje um setor junto à autoestrada A24 em atividade, mas não representa risco para casas e deverá ficar resolvido ao logo do dia, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Num balanço pelas 07h15, o Comandante sub-regional de emergência e proteção civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, indicou que o fogo está em resolução em cerca de 60% a 70%, mas há ainda uma zona agrícola que obriga "a muito trabalho".

"Há um setor junto a autoestrada ainda em atividade. São terrenos agrícolas muito retalhados o que dificulta o combate. Sem risco para casas porque mesmo que reacenda em outros locais já não será com intensidade. Ao fim do dia deverá ficar resolvido", disse Artur Mota.

Acrescentando que neste momento está muita neblina que "tem levantado muito tarde e limita um bocadinho a ação pelo ar", Artur Mota disse que ainda é cedo para dizer se os meios aéreos poderão operar hoje de manhã.

Quanto a localidades mais afetadas, o comandante indicou Noval e Soutelo, mas confiante de que ali o incêndio "já não chegará com intensidade" e disse que para as aldeias de Pastoria e Curalha também foram mobilizados meios.

"A descida de temperatura ajudou esta noite e creio que não vai aumentar muito ao longo dia. Não há nada cortado neste momento. Mas vamos ver como corre", concluiu.

De acordo com a informação disponível na página oficial de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) estavam, no local do incêndio que deflagrou às 13h52 de quinta-feira, 197 operacionais apoiados por 63 viaturas, pelas 07h45 de hoje.

In Última hora

Meios aéreos acionados. Incêndio de Valpaços estendeu-se a Mirandela e Vinhais

Duas frentes, em Valpaços e Bragança, concentram os esforços dos bombeiros. O dispositivo de combate às chamas espera mais um dia difícil, embora possa já contar com a intervenção de meios aéreos.

O incêndio que deflagrou em Valpaços propagou-se já aos concelhos de Mirandela e Vinhais. Ao início da manhã desta sexta-feira, o combate às chamas mobilizava quase mil operacionais. A frente que mais preocupava os bombeiros e o comando da Proteção Civil localizava-se em Torre de Dona Chama.

Ouvido pelos jornalistas em Vilarandelo, no concelho de Valpaços, o comandante Albano Teixeira, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, adiantou que os bombeiros procuraram consolidar, durante a noite, as frentes de Valpaços e de Bragança.

“Foi um trabalho árduo, de vigilância em alguns sectores, de trabalho de máquinas de rasto, de consolidação de perímetros e de preparação para o dia de hoje”, elencou.A combater o fogo estão 970 operacionais apoiados por 327 veículos.


“Mais concretamente, em Torre de Dona Chama, onde temos uma situação mais complexa”, fez notar o responsável.

O dispositivo tem assim por diante, segundo o comandante, “a frente um, do lado de Valpaços, e a frente dois, que é aquela que está ativa neste momento”.

Questionado sobre eventuais localidades em risco, Albano Teixeira foi perentório: “Não”.

“Está a ser feito um trabalho exemplar por todos os agentes de Proteção Civil, em particular, com especial destaque, os serviços municipais, a Guarda Nacional Republicana, que estão a fazer uma avaliação ponto a ponto sobre quais são as probabilidades e, com o apoio dos postos de comando, a identificar pontos sensíveis”. A escolha é entre “o confinamento ou a evacuação” e a “métrica de trabalho”, explicou o comandante, é implementar medidas com “três a quatro horas” de antecipação.     
Meios aéreos acionados

Numa antevisão do dia, o comandante da Proteção Civil afirmou que os riscos “são praticamente iguais” àqueles que os bombeiros enfrentaram na véspera.

Ontem o que correu menos bem foi o facto de os meios aéreos não terem podido atuar. Tiveram também uma noite de trabalho árduo e hoje esperamos ter condições para poder empenhar esses meios aéreos”, apontou Albano Teixeira.

“Neste momento, terminámos o briefing e estamos a fazer já o acionamento de meios aéreos para começar a consolidar alguns pontos mais críticos, aqueles que eventualmente possam causar mais problemas, sendo certo que sempre condicionados pela situação no local, como também aquilo que é o ponto de descolagem dos próprios meios aéreos”, enfatizou.

Na quinta-feira, houve momentos de sobressalto. À tarde, algumas pessoas foram retiradas da aldeia de Vale das Fontes e da Vila de Rebordelo, no concelho de vinhais. Em Mirandela, centenas de pessoas ficaram confinadas no pavilhão da Junta de Freguesia, mas entretanto regressaram a casa.No decurso do combate noturno, ardeu o telhado de uma habitação em obras na freguesia da Ermida. “Nada de relevante”, segundo o comandante Albano Teixeira.
Em Torre de Dona Chama, resumiu por último o responsável, o combate afigura-se agora “difícil”: “É uma zona com orografia muito difícil, que limita muito os acessos de aproximação da frente das chamas, que não nos permite a utilização de máquinas de rasto. São zonas muito rochosas, com declives acentuados, e temos uma frente de fogo partida em várias partes”.

A uma pergunta sobre o cenário de um “dia mais tranquilo”, o comandante atalhou: “Não o espero”.

In RPT Noticias

Incêndio em Valpaços mais calmo, mas ainda há focos ativos

O incêndio que começou em Valpaços e se estendeu ao concelho de Mirandela, chegou a Vinhais e atingiu ainda duas localidades do concelho de Macedo de Cavaleiros está numa fase mais calma, embora ainda existam pequenos focos ativos. As autoridades mantêm a vigilância junto das aldeias e zonas habitacionais.

Depois de três dias de combate intenso, o incêndio de Valpaços está mais calmo na manhã desta sexta-feira. A área ardida ultrapassa já os 10 mil hectares. No início da manhã, os meios aéreos não conseguiram operar devido às más condições de visibilidade provocadas pela neblina e pelo fumo. Contudo, por volta das 9:00, um helicóptero já tinha sido mobilizado para reforçar o combate às chamas.

As chamas chegaram aos concelhos de Mirandela e Vinhais e atingiram também duas localidades de Macedo de Cavaleiros. A expectativa é que, com a melhoria das condições, os meios aéreos possam ajudar a consolidar o controlo das zonas afetadas e eliminar os focos que permanecem ativos.

A estratégia passa agora por aproveitar o dia para reforçar o combate e garantir a segurança das populações. As equipas no terreno continuam especialmente atentas às aldeias e áreas habitadas, depois de, no dia anterior, várias localidades terem estado na linha da frente do incêndio, levando à retirada temporária de alguns moradores.

Durante a noite, muitos habitantes já conseguiram regressar às suas casas, enquanto os bombeiros mantêm a vigilância para evitar reacendimentos.

In Sic Noticias

As fotos do inferno dos incêndios de Valpaços e Chaves

 







          














In Bombeiros de Portugal

"Foi coisa idêntica, mas não tão grave": incêndio lavra em Chaves e faz população reviver cenário de há oito anos

O incêndio que deflagrou, na quinta-feira, em Chaves continua ativo e a gerar preocupação. No terreno, encontram-se mais de 200 operacionais apoiados por 66 viaturas.

As chamas acabaram por entrar na aldeia de Pastoria, onde consumiram armazéns, alfaias agrícolas e causaram a morte de vários animais. Há também relatos de que o fogo destruiu um carro e um trator.

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Chaves referiu à Lusa, na quinta-feira, que, devido à intensidade do fogo foi retirada de casa, mas apenas por precaução, uma pessoa idosa acamada que foi transportada para a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) em Chaves, no distrito de Vila Real.

Entre a devastação das chamas, a população lembra o incêndio que fustigou a região há oito anos.

“Foi coisa idêntica, mas não foi tão grave”, contam os moradores.

In SIC Noticias

Fogo em Chaves com frente ativa é combatido por quase 200 operacionais

Bombeiros acreditam que o incêndio deverá ficar resolvido durante o dia

O incêndio que deflagrou na quinta-feira em Chaves mantém um setor junto à autoestrada A24 em atividade, mas não representa risco para casas e deverá ficar resolvido ao logo do dia, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Num balanço pelas 07:15, o Comandante sub-regional de emergência e proteção civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, indicou que o fogo está em resolução em cerca de 60% a 70%, mas há ainda uma zona agrícola que obriga “a muito trabalho”.

“Há um setor junto a autoestrada ainda em atividade. São terrenos agrícolas muito retalhados o que dificulta o combate. Sem risco para casas porque mesmo que reacenda em outros locais já não será com intensidade. Ao fim do dia deverá ficar resolvido”, disse Artur Mota.

Acrescentando que neste momento está muita neblina que “tem levantado muito tarde e limita um bocadinho a ação pelo ar”, Artur Mota disse que ainda é cedo para dizer se os meios aéreos poderão operar hoje de manhã.

Quanto a localidades mais afetadas, o comandante indicou Noval e Soutelo, mas confiante de que ali o incêndio “já não chegará com intensidade” e disse que para as aldeias de Pastoria e Curalha também foram mobilizados meios.

“A descida de temperatura ajudou esta noite e creio que não vai aumentar muito ao longo dia. Não há nada cortado neste momento. Mas vamos ver como corre”, concluiu.

De acordo com a informação disponível na página oficial de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) estavam, no local do incêndio que deflagrou às 13:52 de quinta-feira, 197 operacionais apoiados por 63 viaturas, pelas 07:45 de hoje.

In CNN Portugal

Equipa da Letónia termina missão de combate a incêndios com base em Almeirim

 A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) assinalou, esta quinta-feira, 30 de julho, a despedida da equipa de combate a incêndios rurais da Letónia que esteve destacada em Portugal ao abrigo do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.

Desde 16 de julho, os 20 operacionais letões integraram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, reforçando a capacidade de resposta nacional a partir das bases de Trancoso e de Almeirim.

Durante a missão, a equipa trabalhou em estreita articulação com a Força Especial de Proteção Civil, contribuindo para o reforço dos meios disponíveis no período de maior risco de incêndios rurais.

A presença dos operacionais letões em território nacional integrou o programa europeu de pré posicionamento de meios, criado para aumentar a prontidão e a capacidade de resposta dos Estados membros perante situações de emergência.

A ANEPC destacou que a missão representou não apenas um reforço operacional, mas também um exemplo de solidariedade europeia, cooperação entre países e partilha de experiência e conhecimento.

Segundo a autoridade, estes valores contribuem para uma resposta mais coordenada, eficaz e resiliente perante os incêndios rurais e outras situações de emergência.

A ANEPC agradeceu à equipa da Letónia o “elevado profissionalismo, dedicação e espírito de missão” demonstrados ao longo da operação.

Nos próximos dias, Portugal receberá um módulo de combate a incêndios rurais proveniente de Malta, que assegurará a continuidade desta missão de cooperação europeia.

In Noticias do Sorraia

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Incêndios: PJ instala 125 câmaras em espaços florestais de Vila Real

O investimento camarário, superior a 32.000 euros, pretende apoiar a PJ na recolha de imagens e de elementos que possam contribuir para a investigação das causas dos incêndios rurais e para a identificação dos seus autores, designadamente em caso de comportamento negligente ou atos dolosos.

A Polícia Judiciária (PJ) instalou 125 câmaras de videovigilância em espaços florestais do concelho de Vila Real, destinadas a apoiar a prevenção e investigação de incêndios florestais, revelou hoje a autarquia.

O investimento camarário, superior a 32.000 euros, pretende apoiar a PJ na recolha de imagens e de elementos que possam contribuir para a investigação das causas dos incêndios rurais e para a identificação dos seus autores, designadamente em caso de comportamento negligente ou atos dolosos.

“A instalação dos equipamentos foi realizada pela Polícia Judiciária, no âmbito das suas competências, constituindo mais um instrumento de apoio à prevenção e à investigação do crime de incêndio florestal”, frisou a autarquia.

A iniciativa insere-se na estratégia municipal de prevenção dos incêndios rurais e de proteção do território, da floresta e das populações, e enquadra-se na Resolução do Conselho de Ministros de 27 de outubro de 2017, que aprovou alterações estruturais na prevenção e no combate aos incêndios florestais e determinou a criação do Programa de Redução do Número de Ignições.

“Ao associar-se a este esforço, através da aquisição e disponibilização das [125] câmaras, o município de Vila Real reforça a cooperação com as autoridades e contribui para melhorar os meios de prevenção, vigilância e investigação no território concelhio”, destacou a Câmara.

Considerando que “a defesa da floresta e a prevenção dos incêndios rurais são responsabilidades coletivas”, a autarquia vila-realense assegurou que irá continuar a colaborar com as forças de segurança, os agentes de proteção civil, as juntas de freguesia e as populações.

In Sapo.pt

Incêndio deflagra em Linda-a-Velha, autarca de Oeiras culpa Estado por falta de limpeza

Um incêndio em Linda-a-Velha consome um terreno que pertence ao Ministério da Defesa, segundo o presidente da Câmara de Oeiras. O autarca critica o Estado por falta de limpeza do terreno que arde pela segunda vez em poucas semanas.

Deflagrou, ao início da tarde desta quinta-feira, um incêndio em Linda-a-Velha, na zona de Oeiras. O fogo está a consumir uma zona de mato, e estará perto de um supermercado.

O terreno, que pertencerá ao Ministério da Defesa, foi consumido pelo fogo ainda há poucas semanas.

Há estradas cortadas, mas o fogo está, agora, numa aérea delimitada. Até ao momento, não há casas em risco.

O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, está a acompanhar as operações no local. Acusa o Estado de “não dar o exemplo", uma vez que o terreno não tem sido limpo, e garantiu que a própria Câmara Municipal de Oeiras vai fazer a limpeza.

Isaltino Morais fala de um terreno que está há quatro anos a ser negociado entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Infraestruturas, tendo em vista um plano para habitação.

No combate às chamas, cerca das 16:30, estavam empenhados mais de 70 operacionais, apoiados por 25 viaturas, segundo a Proteção Civil.

In Sic Noticias