segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados

 Três novos fogos deflagraram na tarde deste domingo em Cantanhede, Tábua e Miranda do Corvo.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
O distrito de Coimbra esteve, ao longo deste domingo, a combater quatro incêndios, nos concelhos de Arganil, Cantanhede, Tábua e Miranda do Corvo. Todos entraram em fase de resolução, mas, durante a tarde, as chamas chegaram a ameaçar as aldeias de Mouronho e Pousadouros, em Tábua.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Os fogos de Coimbra já cediam aos meios, prevendo-se uma noite mais tranquila para a população, quando, às 19h16, as autoridades receberam o alerta para um incêndio em Semide, Miranda do Corvo. O fogo foi controlado pelas 21h40, mas continuam envolvidos nos trabalhos de consolidação e vigilância 252 operacionais e 71 veículos.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Já o fogo que teve início pouco depois das 15h deste domingo numa zona de povoamento florestal da localidade de Mouronho, em Tábua, entrou em fase de resolução às 18h30, mobilizando ainda 215 operacionais e 67 viaturas, informa a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil. Antes do anoitecer, estiveram no local dez aeronaves em simultâneo.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Pelas 17h40, o vice-presidente do município de Tábua tinha adiantado à Lusa que o fogo “chegou a ameaçar as aldeias de Mouronho e Pousadouros”, mas que já estava a ceder aos meios e deveria ficar dominado “em duas ou três horas”. As chamas terão mesmo alcançado Pousadouros, entretanto “livre de perigo” e sem registo de perdas habitacionais, garantiu António Oliveira, que detém o pelouro da Protecção Civil e Gestão de Riscos.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Cerca de 30 minutos antes, as autoridades tinham recebido o alerta para um outro incêndio, que deflagrou na freguesia de Ourentã, em Cantanhede. Com o apoio de nove aeronaves, os bombeiros dominaram o fogo em pouco mais de uma hora e deram a ocorrência como concluída às 17h20.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Quanto ao incêndio que, durante a tarde de sábado, chegou a ameaçar aldeias dos concelhos de Arganil, Góis e Vila Nova de Poiares, encontra-se sob controlo mas em vigilância, com 164 operacionais e 55 viaturas no local. O fogo ganhou força após a junção de várias frentes e aproximou-se de habitações, tendo sido dominado já de madrugada, perto da 1h deste domingo.

Neste momento, o incêndio de Arganil é o único sinalizado como ocorrência significativa pela Protecção Civil.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
No total, às 22h30 deste domingo, estavam empenhados no combate e prevenção de incêndios rurais, em todo o território continental, 1053 operacionais e 308 veículos.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Mais de 60 concelhos de dez distritos de Portugal continental estão na segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Em causa estão mais de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também quase todos os concelhos de todos os distritos do continente em perigo muito elevado e elevado de incêndio.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até ao final da próxima semana.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
Por causa do tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Setúbal sob aviso amarelo até às 19h Porto, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga até às 18h de terça-feira e Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Lisboa, Castelo Branco e Portalegre até às 18h de quarta-feira.

Quatro incêndios que lavravam em Coimbra estão dominados
As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 14 graus Celsius (Bragança) e os 23 graus (Portalegre) e as máximas entre os 30 (Faro) e os 37 graus (Coimbra).

In Público

domingo, 20 de setembro de 2026

Incêndio no concelho de Tábua mobiliza centenas de operacionais

 Um incêndio deflagrou, esta tarde, em Mouronho, no concelho de Tábua. Mobiliza 344 operacionais e 92 viaturas, apoiados por dez meios aéreos.

Para além deste fogo, há mais dois incêndios ativos em Arganil e Cantanhede. O incêndio de Arganil teve o alerta pelas 13h35 de sábado em Sabouga, na freguesia de Murganheira e foi considerado em resolução pelas 00h36 deste sábado, mas ainda mobiliza 375 operacionais apoiados por 126 veículos.

Na localidade e freguesia de Ourenta, concelho de Cantanhede, um outro incêndio deflagrou pelas 14h39. Mobiliza 159 operacionais apoiados por 38 veículos e oito meios aéreos.

In RTP Noticias

Incêndios: Distrito de Coimbra mobiliza 15 meios aéreos e 723 operacionais

Três municípios do distrito de Coimbra – Arganil, Cantanhede e Tábua – mobilizavam pelas 16:00 mais de 700 operacionais com 15 meios aéreos, segundo o ‘site’ da Proteção Civil.

Segundo a página oficial da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 16:00 de hoje estavam em três municípios do distrito de Coimbra 723 operacionais apoiados por 204 veículos e 15 meios aéreos.

O incêndio de Arganil teve o alerta pelas 13:35 de sábado em Sabouga, na freguesia de Murganheira e foi considerado em resolução pelas 00:36 de hoje, ainda mobiliza 375 operacionais apoiados por 126 veículos.

No início da tarde de hoje, com alerta pelas 14:39, na localidade e freguesia de Ourenta, concelho de Cantanhede, um incêndio mobiliza 159 operacionais apoiados por 38 veículos e oito meios aéreos.

Já pelas 15:12 de hoje, em Mouronho, no concelho de Tábua, iniciou um outro fogo que mobiliza 189 operacionais apoiados por 40 veículos e sete meios aéreos.

Cerca de 60 concelhos em perigo máximo no Norte, Centro e Algarve

Cerca de 60 concelhos das regiões Norte e Centro e do Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia de tempo quente e vento forte nas terras altas segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Com previsão de subida das temperaturas, o IPMA colocou hoje em perigo máximo de incêndio mais de 60 municípios dos distritos de Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre e Faro.

Em risco muito elevado está quase todo o território, de Norte e Sul do país e em risco elevado estão cerca de 30 concelhos nos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Setúbal, Lisboa, Leiria, Vila Real, Porto, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.

Escapam aos avisos de perigo de incêndio três dezenas de municípios em Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Lisboa e Setúbal.

Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até ao final da próxima semana.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

O IPMA alargou de nove para 11 distritos de Portugal Continental os avisos por causa do calor, a maioria até às 18:00 de terça-feira.

De acordo com o mais recente boletim meteorológico, os distritos de Lisboa e Setúbal estão sob aviso amarelo até às 19:00 de segunda-feira e os de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém ficam sob aviso amarelo até às 18:00 de terça-feira.

Segundo o instituto, a subida gradual de temperatura deve-se “à influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica”.

Também por causa da subida das temperaturas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou na sexta-feira para o riso da realização de queimas, queimadas e outros trabalhos agrícolas durante o tempo quente previsto para os próximos dias.

Para hoje, além da subida da temperatura, o IPMA prevê vento forte nas terras altas do Centro e Sul, o que agrava o risco de incêndio.

Quanto a temperaturas, as previsões indicam que a cidade mais quente hoje vai ser Santarém, com 37 graus. As temperaturas mínimas vão variar entre os 14º (Bragança e Braga) e os 22º (Portalegre).

In Lusa

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Incêndios. Fogo em Alvito da Beira, Proença-a-Nova, com 70% do perímetro dominado

 Incêndio em Atalaia no concelho de Proença-a-Nova, está em fase de resolução. Fogo do Alvito mobiliza 627 operacionais e tem cerca de 70% do perímetro dominado. Condições meteorológicas adversas.

O incêndio que deflagrou cerca das 19h30 de segunda-feira, em Atalaia, concelho de Proença-a-Nova, entrou em resolução às 12h15 desta terça-feira, afirmou a Proteção Civil.

“O incêndio rural da Atalaia está em resolução desde as 12h15. Vão manter-se os meios no terreno, vão ser abertos aceiros, melhorar o rescaldo e manter a vigilância”, explicou à agência Lusa o comandante do Comando Sub-Regional da Beira Baixa.

Às 12h45, continuavam no terreno, em Atalaia, 194 operacionais, apoiados por 66 veículos e dois meios aéreos.

Incêndio em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova

O incêndio que lavra desde a tarde de segunda-feira, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, estava, às 10h00, com cerca de 70% do perímetro dominado, mas existem muitos pontos quentes que preocupam a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do Comando Sub-Regional da Beira Baixa explicou que a situação mais preocupante é o incêndio rural que lavra em Alvito da Beira, acima de tudo pela dimensão do perímetro.

“Este incêndio [Alvito] é o que apresenta maior perímetro e aquele que mobiliza mais recursos. Neste momento [10h00], cerca de 70% do perímetro está dominado. Não é uma linha contínua e existem muitos pontos quentes”, vincou Pedro Nunes.

Este responsável adiantou que os 30 a 40% que não estão ainda dominados “são preocupantes”, até porque a meteorologia indica que o dia será em tudo semelhante ao de segunda-feira, com o aumento da intensidade do vento e do calor.

Pedro Nunes adiantou que estão no terreno 12 máquinas de rasto, mas a orografia do terreno tem dificultado esse trabalho, com pontos onde nem as máquinas conseguem entrar.

“A estratégia está definida”, vincou.

Além das 12 máquinas de rasto, o incêndio de Alvito mobilizava 627 operacionais, apoiados por 205 veículos e sete meios aéreos.

Segundo a Proteção Civil, não existem neste momento estradas cortadas nem localidades ou habitações em risco.

Pedro Nunes sublinhou também que não há expectativas de que possam entrar em resolução nas próximas horas.

Já o presidente da Câmara de Proença-a-Nova fez o ponto de situação após uma madrugada e início de manhã particularmente difíceis para todos os operacionais envolvidos no combate aos incêndios que deflagraram no concelho.

“Depois do trabalho intenso realizado no terreno, a expectativa para as próximas horas é a de consolidar o perímetro do incêndio, permitindo que os meios aéreos possam atuar e combater o incêndio com maior eficácia”, afirmou João Lobo.

O autarca explicou ainda que a extensão da área ardida continua a ser avaliada, mas é já possível afirmar que se trata de um incêndio de grande dimensão.

Até ao momento não há registo de feridos nem de habitações afetadas. No entanto, verificam-se danos significativos em estruturas agrícolas, nomeadamente barracões, arrecadações e outros apoios rurais, que representam prejuízos relevantes para várias famílias proencenses.

In "O Observador"

Alerta de incêndios: há 60 concelhos em perigo máximo

Cerca de 60 concelhos de 10 distritos estão hoje em perigo máximo de incêndio. IPMA prevê perigo muito elevado em várias regiões até domingo.

Cerca de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas vão manter-se elevadas em algumas regiões, segundo o IPMA.

Que concelhos estão hoje em perigo máximo de incêndio?

Em causa estão cerca de 60 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Que regiões estão em perigo muito elevado?

Por causa do calor, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também mais de 80 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viana do Castelo, Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Leiria, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro em perigo muito elevado de incêndio.

Até quando se mantém o perigo elevado de incêndio?

Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até domingo.

Como é calculado o perigo de incêndio rural?

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Como vai estar o tempo hoje?

O instituto prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, com nebulosidade matinal no litoral a norte do cabo Raso e vento forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.

As temperaturas vão subir ou descer?

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral a norte do cabo Raso e descida da temperatura máxima, que será acentuada no litoral norte e centro, exceto na costa sul no Algarve, onde subirá.

Quais serão as temperaturas mínimas e máximas?

As temperaturas mínimas vão variar ente os 15 graus Celsius (Viana do Castelo, Braga e Bragança) e os 19 (Castelo Branco, Lisboa, Évora, Beja e Faro) e as máximas entre os 23 (Aveiro) e os 37 graus (Castelo Branco).

In Away

Mais de 800 operacionais combatem dois incêndios em Proença-a-Nova

 Mais de 800 operacionais combatiam, às 07:30 desta terça-feira, dois incêndios rurais no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, que permaneciam ativos durante a manhã.

Os fogos, em Alvito da Beira e Sobreira Formosa e em Atalaia, provocaram danos em barracões, palheiros, arrecadações e na floresta, mas não há registo de habitações destruídas ou de feridos.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio em Alvito da Beira e Sobreira Formosa mobilizava 632 operacionais, apoiados por 203 veículos. O fogo em Atalaia envolvia 198 operacionais e 67 veículos.

De acordo com fonte do Comando Sub-Regional da Beira Baixa, o primeiro incêndio deflagrou às 16:05 de segunda-feira, enquanto o segundo começou às 19:26.

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, confirmou à Lusa que os dois incêndios continuavam ativos durante a manhã, embora a situação estivesse mais calma após o trabalho desenvolvido durante a noite e o início da manhã.

In 24 Noticias

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Incêndio mobiliza mais de 400 operacionais em Proença-a-Nova

Um incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 14 de setembro, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, mobilizava, durante a tarde, 402 operacionais, apoiados por 123 viaturas e oito meios aéreos. 

O incêndio teve início pelas 16h05, tendo o primeiro alerta sido despachado às 16h15. A chegada dos primeiros meios ao teatro de operações ocorreu cerca das 16h30.

Um incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 14 de setembro, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, mobilizava, durante a tarde, 402 operacionais, apoiados por 123 viaturas e oito meios aéreos.

De acordo com os dados disponíveis às 16h35, a ocorrência encontrava-se em curso.

As condições meteorológicas na zona apresentam-se particularmente exigentes para o combate às chamas. A temperatura rondava os 36,2 graus Celsius, com uma humidade relativa de apenas 18%. O vento soprava de noroeste (NW), com uma velocidade de aproximadamente 16,6 quilómetros por hora.

A elevada temperatura, a reduzida humidade e o vento constituem fatores que podem favorecer a propagação das chamas e dificultar o trabalho dos operacionais no terreno.

O dispositivo de combate permanece mobilizado e a ocorrência continua a ser acompanhada.

In Sapo.pt

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Incêndios: Interior Norte e Centro e Algarve volta a ter concelhos em perigo máximo

Mais de 40 concelhos do interior Norte e Centro e do Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, estão em perigo muito elevado cerca de 90 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Porto, Braga, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra, Leiria, Santarém, Évora, Beja e Faro.

Em perigo elevado está toda a restante região do Alentejo e mais cerca de 40 concelhos nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Castelo Branco vai ser hoje a cidade mais quente, com 38º, Lisboa chegará aos 31º, Porto aos 25º e Faro aos 36º.

Já as temperaturas mínimas vão variar entre os 15º (Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu e Guarda) e os 20º (Faro).

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Faro sob aviso amarelo (o menos grave), pelo menos até às 21:00 de hoje.

Também o arquipélago da Madeira está sob aviso amarelo por causa do tempo quente, mas até às 18:00 de sábado.

In Lusa

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Incêndio no concelho de Mangualde combatido por mais de 150 operacionais e seis meios aéreos

Um incêndio está a lavrar em Póvoa De Cervães, concelho de Mangualde.

Segundo o site da Proteção Civil, as chamas estão a consumir zona de mato.

O alerta foi dado pelas 15h06 e no combate às chamas, neste momento (16h15), estão 158 operacionais, apoiados por 38 viaturas e seis meios aéreos.

In Rádio Boa Nova

Incêndios em França: mais de 400 detidos por suspeita de ligação aos fogos florestais, 156 são menores

 As autoridades francesas continuam em alerta máximo perante uma época de incêndios sem precedentes, marcada por milhares de focos de fogo e um número elevado de suspeitos detidos.

Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação aos incêndios florestais em França, que queimaram 120 mil hectares desde o início do verão, anunciou hoje o ministro do Interior francês.

Das 402 pessoas detidas, 156 são menores e 36 estão sob custódia, seja por condenação ou por aguardarem julgamento, referiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em conferência de imprensa.

No total, "desde o início da época, tivemos 14.540 focos de incêndio" numa área ardida de 120 mil hectares, acrescentou, garantindo que "a situação está a melhorar".

As autoridades, no entanto, monitorizam de perto várias áreas, com o ministro do Interior a citar o litoral mediterrânico (sudeste), o vale do Ródano (centro-leste) e o oeste, onde deflagrou um incêndio em Morbihan, na Bretanha.

"Obviamente, continuamos extremamente vigilantes, uma vez que as condições meteorológicas permanecem favoráveis aos incêndios florestais", explicou.

Alerta laranja em 13 departamentos

A agência meteorológica Météo-France manteve o aviso laranja de onda de calor para esta quarta-feira em 13 departamentos (em comparação com 16 na terça-feira), incluindo Drôme (sudeste), onde um incêndio iniciado na segunda-feira já consumiu 280 hectares, segundo o ministro.

O sistema de alerta francês tem quatro níveis, do verde (sem vigilância específica) ao vermelho (vigilância absoluta), incluindo os níveis amarelo e laranja.

Nove em cada dez incêndios florestais são causados por humanos, sendo os raios responsáveis por grande parte dos restantes 10%.

Os maiores incêndios da temporada em França, no entanto, foram acidentais, de acordo com as primeiras conclusões.

Em França, 2026 já bateu o recorde de área ardida em vinte anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Monitorização de Incêndios (EFFIS).

As florestas estão a arder com muito mais facilidade porque a vegetação e o solo estão extremamente secos há meses, um fenómeno agravado pelas recentes ondas de calor excecionais.

De acordo com um estudo publicado na quinta-feira pelos climatologistas do grupo World Weather Attribution, as alterações climáticas causadas pelas atividades humanas estão a tornar a seca atual mais severa.

In Lusa

Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios

Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu em Espanha nos últimos dias.

Os incêndios florestais que assolaram a Espanha nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenómeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas tempestades de fogo.

Segundo o Copernicus, o programa europeu de observação e monitorização da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madrid e Castellón as mais atingidas. Alguns destes incêndios foram classificados como de "sexta geração", caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar.

Quando um incêndio florestal atinge intensidade extrema, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela humidade. O calor intenso libertado altera o ar em redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isto explica porque é que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiantes.

Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local

O enorme calor libertado pelas chamas faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumo, cinzas e vapor de água a vários quilómetros de altitude na atmosfera. Este forte movimento ascendente favorece a formação de nuvens imponentes conhecidas como pirocúmulos, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.

O meteorologista da Meteored Espanha, Samuel Biener, explica que estas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio.

Durante os eventos mais intensos, nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.

Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer "rajadas de calor" (heat bursts). À medida que a chuva evapora no calor intenso do incêndio, as correntes descendentes resultantes espalham-se em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de 80 a 100 km/h, o que aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo.

Incêndios florestais de sexta geração: porque é que são tão difíceis de controlar

A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente. Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, estas condições podem superar a capacidade de resposta das equipas de combate a incêndios.

Biener também observou que inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madrid, Toledo, Ávila e Castellón nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e o fumo ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.

Por este motivo, grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipas de emergência que atuam em solo.

Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal

Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. O fumo pode percorrer dezenas de quilómetros, degradando a qualidade do ar a grande distância do foco do incêndio. Nos últimos dias, isto foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.

Grandes plumas de fumo também alteram a quantidade de radiação solar que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. O fumo pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.

Uma vez extinto um incêndio florestal, estes efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas com a perda de cobertura florestal.

As consequências mais significativas surgem depois de as chamas serem apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a humidade antes retida pela vegetação desaparece.

In Tempo.pt

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

EUA declaram estado de emergência para combater incêndios descontrolados

O Governo norte-americano declarou estado de emergência para responder aos incêndios florestais que assolam o noroeste do país, onde mais de 65 mil pessoas foram retiradas e cerca de 700 estruturas foram destruídas.

governador de Washington, Bob Ferguson, do Partido Democrata, confirmou a declaração na terça-feira, depois de ter solicitado apoio federal para combater os incêndios, que afetaram particularmente Spokane, a segunda maior cidade do Estado, rodeada por três focos de incêndio distintos.

A declaração permite à Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) prestar apoio aos esforços de resposta, incluindo evacuações, abrigos de emergência, alimentos e água, operações de busca e salvamento e outros custos relacionados com a resposta.

Mais de 65.000 pessoas na região de Spokane foram retiradas, enquanto algumas regressaram a casa para descobrir que perderam tudo, noticiou a agência Efe.

As autoridades contabilizaram até à data cerca de 700 estruturas queimadas, mas estima-se que a extensão dos danos seja muito maior devido aos três incêndios que estão fora de controlo.

Os bombeiros não conseguiram conter os três incêndios que rodeiam a área, alimentados por ventos fortes e condições de seca, pelo que as ordens de evacuação obrigatória continuam em vigor em várias áreas.

Ferguson mobilizou membros da Guarda Nacional de Washington para auxiliar na emergência.

A polícia daquele Estado deteve Aaron Farinacci, de 37 anos, que foi visto a agir de forma suspeita perto do local de um dos incêndios que afetam Spokane antes do seu início, informaram as autoridades.

Farinacci é suspeito do incêndio Old Trails, que começou no sábado e é um dos treze grandes fogos atualmente a lavrar em Washington. Está detido sob fiança.

As autoridades do Estado de Washington também estavam a lidar na terça-feira com as eleições primárias e com o dever de garantir que os eleitores possam exercer o seu direito de voto e manter a integridade dos boletins de voto enviados pelo correio.

Os incêndios florestais mantêm também as autoridades do Oregon, vizinho de Washington, em alerta máximo devido aos mais de 30 focos de incêndio que estavam ativos.

Um dos incêndios, o Grasshopper Fire, obrigou à evacuação do sofisticado resort Mt. Hood Meadows.

O Departamento Florestal do Oregon anunciou na segunda-feira que foi estabelecido um novo recorde de área ardida por incêndios florestais, com quase 809.000 hectares devastados, superando o recorde anterior de 769.000 hectares, registado em 2014.

Oregon já registou mais de 1.300 incêndios florestais este ano, com três meses da época de incêndios ainda pela frente, e é atualmente o estado com o maior número de incêndios ativos no país.

In Última Hora