Blog de um Bombeiro

quinta-feira, 2 de julho de 2026
Incêndio deflagra no concelho do Montijo
Mais de 130 operacionais combatem um incêndio que deflagrou pouco depois das 13:00 numa zona de povoamento misto, de eucaliptal e pasto, em Canha, no concelho do Montijo, informou a Proteção Civil.
Segundo o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, o alerta foi dado às 13:19, tendo sido mobilizados para o local 131 operacionais de diversas corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, apoiados por 40 veículos e quatro meios aéreos.
A Proteção Civil não avança para já com qualquer previsão sobre a evolução do incêndio, mas as elevadas temperaturas que se fazem sentir na região, acima dos 40 graus, estão a dificultar o combate às chamas.
In Lusa
VOUZELA: Incêndio em Cambra e Carvalhal de Vermilhas reforça meios e leva moradores a sair de casa por precaução
O incêndio rural que deflagrou na madrugada desta quinta-feira, dia 2 de julho, na zona de Tourelhe, na freguesia de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, no concelho de Vouzela, continua a mobilizar um forte dispositivo de combate, tendo sido reforçados os meios no terreno ao longo da manhã.
O alerta foi dado às 3h04 e as chamas continuam a consumir uma área de mato, pinhal e eucaliptal. As condições meteorológicas, marcadas pelo vento forte, continuam a dificultar o trabalho dos operacionais.Segundo a atualização mais recente, estão empenhados no combate às chamas 292 operacionais, apoiados por 85 veículos terrestres e 6 meios aéreos, numa operação que procura travar a progressão do incêndio.
Devido à evolução do fogo, alguns moradores foram obrigados a abandonar as suas habitações por precaução, não havendo, para já, informação sobre feridos ou casas destruídas.
As operações de combate prosseguem no local, com as autoridades a acompanhar a evolução da situação.
In Mais Beiras
Governo declara situação de alerta em todo o continente devido ao risco de incêndios
O Governo declarou situação de alerta em todo o território continental entre as 00h00 de sexta-feira, 3 de julho, e as 23h59 de segunda-feira, 6 de julho, na sequência das previsões meteorológicas que apontam para um agravamento significativo do risco de incêndios rurais.
Segundo o comunicado, a medida resulta da elevação do estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para perigo elevado de incêndio em grande parte do continente.
Durante o período de alerta ficam proibidos o acesso, circulação e permanência em áreas florestais previamente definidas nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como em caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem.
Também ficam interditas as queimadas e queimas de sobrantes, a realização de trabalhos em espaços florestais com recurso a maquinaria, o uso de determinados equipamentos nos restantes espaços rurais, a utilização de fogo de artifício e de outros artefactos pirotécnicos e o lançamento de balões com mecha acesa. As autorizações já emitidas para estas atividades ficam suspensas.
O comunicado prevê, contudo, exceções para algumas atividades consideradas essenciais, como trabalhos agrícolas em determinadas condições, a extração manual de cortiça e de mel, obras de construção civil inadiáveis e operações de colheita agrícola e exploração florestal realizadas em horários específicos e com medidas de mitigação do risco.
A declaração de alerta determina ainda o reforço da prontidão operacional da GNR e da PSP, incluindo o aumento das ações de vigilância e fiscalização, podendo ser interrompidas férias e suspensas folgas dos efetivos. Está igualmente previsto o reforço da mobilização de equipas de emergência médica, saúde pública e apoio social, bem como das equipas de sapadores florestais, agentes florestais e vigilantes da natureza.
As Forças Armadas disponibilizarão meios aéreos para apoio ao combate aos incêndios, sempre que necessário e em função da disponibilidade existente, enquanto a GNR recorrerá também a vigilância aérea nos distritos abrangidos pelo estado de alerta especial.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitirá avisos à população sobre o perigo de incêndio rural ao longo do período em que vigorar a situação de alerta.
In 24 Noticias
Incêndio em Alfândega da Fé controlado
O alerta foi dado 15:39 de quarta-feira e esta ocorrência chegou a mobilizar 10 meios aéreos durante a tarde.

O incêndio que deflagrou na tarde de quarta-feira no concelho de Alfândega da Fé entrou em resolução às 05:40, mantendo-se no terreno 162 operacionais, disse esta quinta-feira fonte da Proteção Civil.
O fogo “já está a ceder aos meios”, indicou à Lusa o Comando Sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, notando que, por volta das 06:30 se mantinham no terreno 162 operacionais auxiliados por 54 viaturas.
O incêndio, que consome mato, mantém-se com duas frentes ativas "mas com pouca intensidade", notou.
O alerta foi dado 15:39 de quarta-feira e esta ocorrência chegou a mobilizar 10 meios aéreos durante a tarde.
A Estrada Municipal 611 entre Cardanha, no concelho de Torre de Moncorvo, e Gouveia, no concelho de Alfândega da Fé, mantém-se cortada ao trânsito, disse à Lusa fonte da GNR de Bragança.
In Lusa
Todo o interior Norte e Centro do país em perigo máximo de incêndio
O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental.
Todo o interior Norte e Centro do país está esta quinta-feira em perigo máximo de incêndio, que atinge igualmente alguns concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental, à exceção de seis concelhos do litoral nos distritos de Braga (Esposende), Aveiro (Ílhavo, Aveiro e Murtosa), Leiria (Peniche) e Lisboa (Lourinhã), isto numa altura em que o país enfrenta uma nova onda de calor.
O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
No início da semana, o IPMA alertou para o aproximar de "um longo período com tempo quente e seco", com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de hoje e que se estenderá a outras regiões do país ao longo da semana.
Na quarta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural "muito elevado a máximo" em todo o território nos próximos dias devido à previsão de tempo quente, recomendando à população medidas preventivas.
Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como "efeitos expectáveis" o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, na generalidade do território continental.
Como consequência, a ANEPC elevou o Estado de Prontidão Especial para o nível III, tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo" do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.
O EPE de nível III da Proteção Civil é um nível intermédio/alto de alerta, que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.
Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimadas extensivas, usar fogo para cozinhar alimentos em todo o espaço rural, exceto em locais autorizados, queima de amontoados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas.
Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com os doentes crónicos, crianças e idosos.
No mesmo sentido, aponta a importância de se beber mais água, pelo menos 1,5 litros (o equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas e optar por refeições leves.
Também por causa da persistência das temperaturas elevadas, o IPMA elevou a partir de sexta-feira a 12 distritos o aviso vermelho (o mais grave).
Hoje estão sob aviso vermelho os distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Lisboa, estendendo-se na sexta-feira a Leiria, Coimbra, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.
In Sic Noticias
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Proteção Civil sensibiliza população para risco sísmico com exercício público
A Proteção Civil desafia hoje a população portuguesa a realizar um exercício público de sensibilização para o risco sísmico, uma ação que dura um minuto e compreende a realização de três gestos: baixar, proteger e aguardar.
O exercício, denominado "A Terra Treme", vai acontecer às 11.05 horas de hoje, é organizado anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, e visa capacitar a população a saber como agir e caso de sismo.
A ANEPC pretende com esta iniciativa dar a conhecer à população o que "fazer antes, durante e depois de um sismo, nomeadamente conhecer as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar".
Segundo a Proteção Civil, o exercício compreende "a realização de três gestos simples que podem fazer a diferença a quem os praticar perante a ocorrência de um sismo".
A ANEPC indica que a ação se desenrola durante um minuto, no qual os participantes, a título individual ou coletivo (famílias, escolas, empresas, instituições públicas, privadas ou associativas), são convidados a executar os três gestos de autoproteção: baixar, proteger e aguardar.
O exercício, que acontece este ano pela 13.ª vez, acontece sempre a 5 de novembro, que coincide com o Dia Mundial de Sensibilização para os Tsunamis, e quatro dias depois do aniversário do grande terramoto de 1755, que este ano assinala 270 anos.
Em todo o país, os Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, em parceria com comunidades educativas, serviços municipais de proteção civil, corpos de bombeiros e outros agentes de proteção civil, vão desenvolver ações de sensibilização sobre o risco sísmico.
O evento principal desta 13.ª edição volta a realizar-se junto de uma escola, designadamente no Agrupamento de Escolas Professor Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, onde estará o presidente da ANEPC, José Manuel Moura.
In Jornal de Noticias
Mau tempo: Proteção civil registou 150 ocorrências entre as 00:00 e as 07:00
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 150 ocorrências entre as 00:00 e as 07:00 de hoje relacionadas com a chuva e vento fortes, disse à Lusa Rui Oliveira.
De acordo com Rui Oliveira da ANEPC, das 150 ocorrências, 91 foram inundações, 42 corresponderam a quedas de árvore e as restantes quedas de estruturas e pequenos deslizamentos de terras, sobretudo na sub-região de Lisboa.
Portugal continental está a ser afetado por uma superfície frontal fria de atividade moderada a forte, provocando chuva, trovoadas e vento, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
“Na sub-região de Lisboa foram registadas 65 ocorrências, em Setúbal 18 e no Oeste 12 e as restantes espalhadas por outras regiões do continente, mas nada de grave”, indicou.
O IPMA prevê para hoje chuva que será “por vezes forte e acompanhada de trovoada”, em especial durante a passagem da frente e até ao final da manhã, motivo pelo qual foi emitido aviso laranja para chuva e aviso amarelo para trovoada (que terminam às 09:00 e em alguns distritos às 12:00).
“Gradualmente, a partir da tarde, com o pós-frontal, espera-se que a chuva, já em regime de aguaceiros, continue a afetar todo o território, embora com maior intensidade e frequência no litoral das regiões norte e centro. Neste período, ainda continuam a existir condições para ocorrência de trovoada e os aguaceiros poderão ser de granizo, sobretudo nas regiões referidas”, indica o IPMA num comunicado.
O vento prevê-se que sopre “forte com rajadas” entre a tarde de hoje e o início da manhã de quinta-feira.
Durante a passagem da frente fria, as rajadas poderão atingir 80 quilómetros por hora no litoral e 110 quilómetros por hora nas terras altas das regiões norte e centro, estando em vigor aviso amarelo de vento para estas zonas.
O IPMA prevê ainda aumento da agitação marítima na costa ocidental, com ondas do quadrante oeste de quatro a cinco metros, podendo temporariamente atingirem entre os cinco a seis metros entre a noite de hoje e a madrugada de quinta-feira.
Foi emitido aviso laranja de agitação marítima para esse período.
In Executivedigest
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Fogo em Oliveira do Hospital mobiliza mais de 200 operacionais e nove meios aéreos
Incêndio começou na manhã desta sexta-feira em Seixo da Beira, na localidade de Moinho do Buraco, e continua activo
Um incêndio florestal em Seixo da Beira, na localidade de Moinho do Buraco, no concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, está a mobilizar mais de 200 operacionais, 55 viaturas e nove meios aéreos.
A ocorrência teve início às 08h46 e, pelas 12h00, envolvia 190 operacionais, apoiados por 55 meios terrestres e nove aéreos, segundo informação disponível na página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.
De acordo com fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Protecção Civil de Coimbra, o fogo continua activo, não havendo registo de feridos nem de habitações em risco até às 10h45.
In Correio da Beira Serra
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Populações de Arganil e Oliveira do Hospital juntam-se a protestos por uma floresta com futuro
Redes de cidadãos convocam manifestações este sábado, 20 de Setembro de 2025, contra incêndios florestais e abandono do interior, com concentrações em Arganil, Oliveira do Hospital e outras localidades do país.
Populações de Arganil e Oliveira do Hospital vão juntar-se a cidadãos de outros treze concelhos do sul ao norte de Portugal em manifestações este sábado, 20 de Setembro de 2025, contra os incêndios florestais e contra a destruição e abandono do interior. A acção é convocada pela Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro e terá lugar também em Águeda e Aveiro (distrito de Aveiro), Coimbra, Lousã (Coimbra), São Pedro do Sul (Viseu), Sertã e Proença-a-Nova (Castelo Branco), Pedrógão Grande e Leiria (Leiria), Braga, Lisboa, Porto e Odemira (Beja).
Em comunicado enviado à agência Lusa, a organização afirma que as diversas localidades “unem-se para protestar contra a reiterada demissão do poder público em relação à floresta e aos incêndios florestais que há muito deixou de ser incompetência para não ser mais do que a prática reiterada de permitir a destruição e desertificação do país, começando no mundo rural”.
Segundo a Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro, “este ano ardeu mais de 3% do território nacional. Há menos de uma década, em 2017, ardeu 5% do território e, nos últimos 35 anos, metade do país já ardeu e várias áreas arderam duas ou três vezes nesse período”.
A organização considera que pode haver menos incêndios, mas que para isso “é essencial ter menos calor” e é urgente mudar a organização e a composição das paisagens e da floresta. O protesto, explica, organiza-se em torno de três eixos: a “deseucaliptização” do país, com perto de um milhão de hectares ocupados por uma espécie invasora que se expande a cada fogo; a descarbonização, vista como única forma de travar o aumento das temperaturas que agrava fogos e ondas de calor; e a democratização, rejeitando as opções industriais e de desenvolvimento impostas ao mundo rural.
Para Margarida Marques, porta-voz do movimento em Arganil, onde teve início o maior incêndio de sempre em Portugal, o protesto “traz a inultrapassável realidade dos nossos tempos: transformar a paisagem, planear a reocupação dos territórios abandonados e travar o aumento da temperatura”.
De acordo com o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, o ano de 2025 é já o terceiro pior de sempre em termos de área ardida até 31 de Agosto, com 7.046 fogos registados entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto que consumiram 254 mil hectares. A análise preliminar do SGIFR indica ainda que 17% dos grandes incêndios começaram durante a noite.
A Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro foi criada em 2022, no rescaldo de uma caravana pela justiça climática que percorreu cerca de 400 quilómetros, entre a Figueira da Foz e Lisboa, passando por locais fortemente afectados por incêndios florestais.
In Correio da Beira Serra
sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Mais de 20 concelhos em perigo máximo de incêndio
IPMA coloca mais de 20 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro em risco máximo de incêndio rural, mas perigo vai desagravar-se no sábado.
Mais de 20 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Faro estão esta sexta-feira em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).O IPMA colocou também vários concelhos do interior norte e centro e Algarve em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural.
Segundo o Instituto, o perigo de incêndio rural vai desagravar no sábado.
Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
O IPMA prevê para esta sexta-feira no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se pouco nublado ou limpo no Baixo Alentejo e Algarve, chuva fraca no litoral norte e centro, vento forte na faixa costeira da região sul e nas terras altas e pequena subida da temperatura máxima.
As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 9 graus Celsius (na Guarda) e os 18 (em Faro e Lisboa) e as máximas entre os 20 (em Viana do Castelo) e os 29 (em Évora e Faro).
In O Observador
Como vencer o fogo na Lousã: "Há momentos em que não temos medo de morrer"
Olhos fechados, é apenas agosto. Cheira a figos, as vespas zumbem, mas não se ouvem os pássaros. Está calor. À sombra da figueira verde-ilusão, no centro de Cabanões, tudo o mais que a vista alcança é um castanho-desilusão que alastra entre os 3500 hectares ardidos na serra da Lousã.
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Três frentes ativas no incêndio de Vinhais, preocupa Bombeiros
Júlio Miguel adiantou que, pelas 20:30, havia uma cabeça do fogo, em direção a Ervedosa.
O incêndio que lavra, hoje, com bastante intensidade no concelho de Vinhais, em Bragança, tem já três frentes ativas, de acordo com o segundo comandante sub-regional de Trás-os-Montes da Proteção Civil.
À Lusa, Júlio Miguel adiantou que, pelas 18:30, havia uma cabeça do fogo, em direção a Ervedosa, e dois flancos: um em Palas e outro em Nozedo de Baixo.
As frentes têm entre dois a quatro quilómetros de extensão.
Júlio Miguel admitiu que a que se dirige a Ervedosa é a que está a gerar maior preocupação.
O vento e os acessos, por se tratar de uma zona muito montanhosa, têm dificultado o combate.
O incêndio deflagrou por volta das 11:00 e consome mato e pinho
Segundo a Proteção Civil, pelas 18:30 estavam no combate às chamas 264 operacionais apoiados por 79 viaturas e 11 meios aéreos.
In Diário de Viseu
Menor de 14 anos confessa que ateou vários fogos em Fafe por "revolta e frustração"
O adolescente usava uma trotinete para se deslocar até às zonas florestais, ateava fogo com fósforos e fugia para casa. As autoridades acreditam que o jovem agia por revolta e frustração devido ao baixo rendimento escolar e problemas de socialização.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um menor de 14 anos, suspeito de ter provocado vários incêndios florestais nos últimos quatro anos no concelho de Fafe.
O adolescente, que já confessou os crimes, utilizava uma trotinete para se deslocar até às zonas florestais que queria incendiar. Após atear fogo, fugia do local e refugiava-se em casa.
O menor é suspeito de estar envolvido em diversos incêndios nas freguesias de Seidões, Ardegão e Arnozela, onde, nos últimos anos, se registaram incêndios frequentes, especialmente durante o verão, algumas vezes de forma quase diária.
A investigação, conduzida pela Investigação Criminal de Braga, recolheu provas de que o jovem utilizava fósforos para provocar os incêndios. As autoridades acreditam que "o menor terá atuado num quadro de revolta e frustração, dado o seu parco rendimento escolar e a manifesta precariedade das suas relações sociais".
A Judiciária não descarta "a possibilidade de, em alguma situações, ter mesmo atuado em grupo".
Este é um dos 32 incendiários detidos pela Polícia Judiciária no mês de Agosto. Um valor que aumenta quando acrescentamos as 44 detenções em flagrante delito registadas desde o início do ano pela Guarda Nacional Republicana.
In SIC Noticias
GNR já deteve 44 incendiários e passou quase 1500 multas por falta de limpeza
Segundo dados oficiais provisórios, até esta quinta-feira, 28 de Agosto, arderam quase 252 mil hectares no país.
GNR já deteve 44 incendiários e passou quase 1500 multas por falta de limpeza
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 25 de Agosto deste ano, 6860 incêndios florestais, tendo detido 44 incendiários em flagrante delito e identificado 606 suspeitos deste crime. Passou ainda 1486 multas por falta de limpeza de terrenos.
De acordo com dados enviados pela GNR à Lusa, até esta data foram registados 6860 incêndios florestais e elaborados "1922 autos de contra-ordenação, dos quais 1486 por falta de gestão de combustível, 324 por uso indevido do fogo e 30 por condicionamento de acessos".
"Tendo em consideração o trabalho preventivo, de vigilância e de detecção desenvolvido ao longo deste ano, registaram-se 44 detenções em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal. Foram ainda identificados 606 suspeitos da prática deste crime, alguns dos quais já detidos pela Polícia Judiciária. A GNR tem vindo a intensificar os esforços de investigação, com o objectivo de apurar com rigor as causas de cada ocorrência. Trata-se de um trabalho contínuo, que procura dar resposta no mais curto espaço de tempo possível", referiu esta força policial em resposta à Lusa.
Os dados da GNR indicam ainda que, até 25 de Agosto, foram realizadas "40.306 patrulhas e 5027 acções de sensibilização, alcançando 96.408 pessoas", tendo esta força policial sublinhado a "responsabilidade partilhada" na protecção da floresta e das populações, e a acção preventiva de todos.
A GNR recordou ainda que tem em funcionamento permanente uma linha telefónica para denúncia de infracções ou esclarecimento de dúvidas, a Linha SOS Ambiente e Território, disponível através do número 808 200 520.
Os fogos que lavraram este Verão em Portugal provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias.
Segundo dados oficiais provisórios, até esta quinta-feira, 28 de Agosto, arderam quase 252 mil hectares no país — 57 mil só no incêndio que teve início em Arganil a 13 de Agosto, o maior de sempre em Portugal desde que há registos.
Incêndios. Empresas de animação turística com prejuízos “brutais”, avança associação
“Estamos a falar de nano e microempresas, que não têm estrutura para candidaturas exigentes. É preciso que os apoios sejam simples e rápidos”, alerta a APECATE.
Os incêndios que afetaram várias regiões do país nas últimas semanas tiveram um impacto “brutal” nas empresas de animação turística e eventos, alertou esta quinta-feira o presidente da associação do setor, que pede medidas urgentes de apoio.O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), António Marques Vidal, disse à agência Lusa que não existem números definitivos sobre o total de empresas afetadas, uma vez que “o setor dos eventos não tem registo formal”, o que dificulta a identificação das empresas e a quantificação dos prejuízos.
“Temos apenas dados dos nossos associados, que não são representativos do universo total”, sublinhou. Segundo a associação, o impacto foi “total” nas zonas atingidas pelas chamas, mas também se fez sentir em áreas encerradas por prevenção. “As empresas que trabalham com produto de natureza foram impedidas de trabalhar na época alta, não por causa do fogo, mas por causa do encerramento preventivo”, referiu.
Entre as atividades mais prejudicadas estão caminhadas, passeios de bicicleta, atividades corporativas ao ar livre e eventos populares, como festas e feiras de verão. Na Beira Interior, várias feiras tradicionais foram canceladas, afetando também setores como hotelaria, restauração e produção cultural
A associação lembra que muitas destas empresas são de pequena dimensão, com pouca capacidade técnica e financeira para aceder a programas complexos. “Estamos a falar de nano e microempresas, que não têm estrutura para candidaturas exigentes. É preciso que os apoios sejam simples e rápidos”, defendeu António Marques Vidal.
Além das medidas financeiras, a APECATE pede a revisão da legislação que proíbe atividades na natureza durante alertas vermelhos, argumentando que as empresas de animação são também agentes de prevenção. “Muitas ignições são detetadas por técnicos que estão no terreno e, em alguns casos, conseguem mesmo apagar pequenos focos”, afirmou.
O dirigente considerou ainda que este verão foi particularmente difícil para as empresas do interior, devido à combinação de vegetação densa e vagas de calor. “Alertámos as autoridades em maio, porque sabíamos que a meteorologia deste ano ia criar condições propícias aos incêndios”, explicou, sublinhando ainda que estas empresas contribuem para a manutenção de trilhos, fundamentais no combate aos fogos.
Portugal continental foi afetado por múltiplos incêndios rurais de grande dimensão em julho e agosto, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Os fogos provocaram quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam cerca de 250 mil hectares no país, mais de 57 mil dos quais só no incêndio que teve início em Arganil.
In ECO
Bombeiros do Baixo Alentejo fizeram cerca de 75 mil quilómetros para ajudar nos grandes fogos
Os treze corpos de Bombeiros afetos ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPCBA) foram mobilizados para os grandes incêndios que assolaram o Norte e o Centro de Portugal, tendo percorrido perto de 75 mil quilómetros.



















