terça-feira, 15 de setembro de 2026

Incêndios. Fogo em Alvito da Beira, Proença-a-Nova, com 70% do perímetro dominado

 Incêndio em Atalaia no concelho de Proença-a-Nova, está em fase de resolução. Fogo do Alvito mobiliza 627 operacionais e tem cerca de 70% do perímetro dominado. Condições meteorológicas adversas.

O incêndio que deflagrou cerca das 19h30 de segunda-feira, em Atalaia, concelho de Proença-a-Nova, entrou em resolução às 12h15 desta terça-feira, afirmou a Proteção Civil.

“O incêndio rural da Atalaia está em resolução desde as 12h15. Vão manter-se os meios no terreno, vão ser abertos aceiros, melhorar o rescaldo e manter a vigilância”, explicou à agência Lusa o comandante do Comando Sub-Regional da Beira Baixa.

Às 12h45, continuavam no terreno, em Atalaia, 194 operacionais, apoiados por 66 veículos e dois meios aéreos.

Incêndio em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova

O incêndio que lavra desde a tarde de segunda-feira, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, estava, às 10h00, com cerca de 70% do perímetro dominado, mas existem muitos pontos quentes que preocupam a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do Comando Sub-Regional da Beira Baixa explicou que a situação mais preocupante é o incêndio rural que lavra em Alvito da Beira, acima de tudo pela dimensão do perímetro.

“Este incêndio [Alvito] é o que apresenta maior perímetro e aquele que mobiliza mais recursos. Neste momento [10h00], cerca de 70% do perímetro está dominado. Não é uma linha contínua e existem muitos pontos quentes”, vincou Pedro Nunes.

Este responsável adiantou que os 30 a 40% que não estão ainda dominados “são preocupantes”, até porque a meteorologia indica que o dia será em tudo semelhante ao de segunda-feira, com o aumento da intensidade do vento e do calor.

Pedro Nunes adiantou que estão no terreno 12 máquinas de rasto, mas a orografia do terreno tem dificultado esse trabalho, com pontos onde nem as máquinas conseguem entrar.

“A estratégia está definida”, vincou.

Além das 12 máquinas de rasto, o incêndio de Alvito mobilizava 627 operacionais, apoiados por 205 veículos e sete meios aéreos.

Segundo a Proteção Civil, não existem neste momento estradas cortadas nem localidades ou habitações em risco.

Pedro Nunes sublinhou também que não há expectativas de que possam entrar em resolução nas próximas horas.

Já o presidente da Câmara de Proença-a-Nova fez o ponto de situação após uma madrugada e início de manhã particularmente difíceis para todos os operacionais envolvidos no combate aos incêndios que deflagraram no concelho.

“Depois do trabalho intenso realizado no terreno, a expectativa para as próximas horas é a de consolidar o perímetro do incêndio, permitindo que os meios aéreos possam atuar e combater o incêndio com maior eficácia”, afirmou João Lobo.

O autarca explicou ainda que a extensão da área ardida continua a ser avaliada, mas é já possível afirmar que se trata de um incêndio de grande dimensão.

Até ao momento não há registo de feridos nem de habitações afetadas. No entanto, verificam-se danos significativos em estruturas agrícolas, nomeadamente barracões, arrecadações e outros apoios rurais, que representam prejuízos relevantes para várias famílias proencenses.

In "O Observador"

Alerta de incêndios: há 60 concelhos em perigo máximo

Cerca de 60 concelhos de 10 distritos estão hoje em perigo máximo de incêndio. IPMA prevê perigo muito elevado em várias regiões até domingo.

Cerca de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas vão manter-se elevadas em algumas regiões, segundo o IPMA.

Que concelhos estão hoje em perigo máximo de incêndio?

Em causa estão cerca de 60 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Que regiões estão em perigo muito elevado?

Por causa do calor, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também mais de 80 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viana do Castelo, Viseu, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Leiria, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro em perigo muito elevado de incêndio.

Até quando se mantém o perigo elevado de incêndio?

Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até domingo.

Como é calculado o perigo de incêndio rural?

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Como vai estar o tempo hoje?

O instituto prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, com nebulosidade matinal no litoral a norte do cabo Raso e vento forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.

As temperaturas vão subir ou descer?

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral a norte do cabo Raso e descida da temperatura máxima, que será acentuada no litoral norte e centro, exceto na costa sul no Algarve, onde subirá.

Quais serão as temperaturas mínimas e máximas?

As temperaturas mínimas vão variar ente os 15 graus Celsius (Viana do Castelo, Braga e Bragança) e os 19 (Castelo Branco, Lisboa, Évora, Beja e Faro) e as máximas entre os 23 (Aveiro) e os 37 graus (Castelo Branco).

In Away

Mais de 800 operacionais combatem dois incêndios em Proença-a-Nova

 Mais de 800 operacionais combatiam, às 07:30 desta terça-feira, dois incêndios rurais no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, que permaneciam ativos durante a manhã.

Os fogos, em Alvito da Beira e Sobreira Formosa e em Atalaia, provocaram danos em barracões, palheiros, arrecadações e na floresta, mas não há registo de habitações destruídas ou de feridos.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio em Alvito da Beira e Sobreira Formosa mobilizava 632 operacionais, apoiados por 203 veículos. O fogo em Atalaia envolvia 198 operacionais e 67 veículos.

De acordo com fonte do Comando Sub-Regional da Beira Baixa, o primeiro incêndio deflagrou às 16:05 de segunda-feira, enquanto o segundo começou às 19:26.

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, confirmou à Lusa que os dois incêndios continuavam ativos durante a manhã, embora a situação estivesse mais calma após o trabalho desenvolvido durante a noite e o início da manhã.

In 24 Noticias

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Incêndio mobiliza mais de 400 operacionais em Proença-a-Nova

Um incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 14 de setembro, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, mobilizava, durante a tarde, 402 operacionais, apoiados por 123 viaturas e oito meios aéreos. 

O incêndio teve início pelas 16h05, tendo o primeiro alerta sido despachado às 16h15. A chegada dos primeiros meios ao teatro de operações ocorreu cerca das 16h30.

Um incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 14 de setembro, em Alvito da Beira, no concelho de Proença-a-Nova, mobilizava, durante a tarde, 402 operacionais, apoiados por 123 viaturas e oito meios aéreos.

De acordo com os dados disponíveis às 16h35, a ocorrência encontrava-se em curso.

As condições meteorológicas na zona apresentam-se particularmente exigentes para o combate às chamas. A temperatura rondava os 36,2 graus Celsius, com uma humidade relativa de apenas 18%. O vento soprava de noroeste (NW), com uma velocidade de aproximadamente 16,6 quilómetros por hora.

A elevada temperatura, a reduzida humidade e o vento constituem fatores que podem favorecer a propagação das chamas e dificultar o trabalho dos operacionais no terreno.

O dispositivo de combate permanece mobilizado e a ocorrência continua a ser acompanhada.

In Sapo.pt

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Incêndios: Interior Norte e Centro e Algarve volta a ter concelhos em perigo máximo

Mais de 40 concelhos do interior Norte e Centro e do Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, estão em perigo muito elevado cerca de 90 municípios dos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Porto, Braga, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Coimbra, Leiria, Santarém, Évora, Beja e Faro.

Em perigo elevado está toda a restante região do Alentejo e mais cerca de 40 concelhos nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Castelo Branco vai ser hoje a cidade mais quente, com 38º, Lisboa chegará aos 31º, Porto aos 25º e Faro aos 36º.

Já as temperaturas mínimas vão variar entre os 15º (Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu e Guarda) e os 20º (Faro).

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou o distrito de Faro sob aviso amarelo (o menos grave), pelo menos até às 21:00 de hoje.

Também o arquipélago da Madeira está sob aviso amarelo por causa do tempo quente, mas até às 18:00 de sábado.

In Lusa

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Incêndio no concelho de Mangualde combatido por mais de 150 operacionais e seis meios aéreos

Um incêndio está a lavrar em Póvoa De Cervães, concelho de Mangualde.

Segundo o site da Proteção Civil, as chamas estão a consumir zona de mato.

O alerta foi dado pelas 15h06 e no combate às chamas, neste momento (16h15), estão 158 operacionais, apoiados por 38 viaturas e seis meios aéreos.

In Rádio Boa Nova

Incêndios em França: mais de 400 detidos por suspeita de ligação aos fogos florestais, 156 são menores

 As autoridades francesas continuam em alerta máximo perante uma época de incêndios sem precedentes, marcada por milhares de focos de fogo e um número elevado de suspeitos detidos.

Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação aos incêndios florestais em França, que queimaram 120 mil hectares desde o início do verão, anunciou hoje o ministro do Interior francês.

Das 402 pessoas detidas, 156 são menores e 36 estão sob custódia, seja por condenação ou por aguardarem julgamento, referiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em conferência de imprensa.

No total, "desde o início da época, tivemos 14.540 focos de incêndio" numa área ardida de 120 mil hectares, acrescentou, garantindo que "a situação está a melhorar".

As autoridades, no entanto, monitorizam de perto várias áreas, com o ministro do Interior a citar o litoral mediterrânico (sudeste), o vale do Ródano (centro-leste) e o oeste, onde deflagrou um incêndio em Morbihan, na Bretanha.

"Obviamente, continuamos extremamente vigilantes, uma vez que as condições meteorológicas permanecem favoráveis aos incêndios florestais", explicou.

Alerta laranja em 13 departamentos

A agência meteorológica Météo-France manteve o aviso laranja de onda de calor para esta quarta-feira em 13 departamentos (em comparação com 16 na terça-feira), incluindo Drôme (sudeste), onde um incêndio iniciado na segunda-feira já consumiu 280 hectares, segundo o ministro.

O sistema de alerta francês tem quatro níveis, do verde (sem vigilância específica) ao vermelho (vigilância absoluta), incluindo os níveis amarelo e laranja.

Nove em cada dez incêndios florestais são causados por humanos, sendo os raios responsáveis por grande parte dos restantes 10%.

Os maiores incêndios da temporada em França, no entanto, foram acidentais, de acordo com as primeiras conclusões.

Em França, 2026 já bateu o recorde de área ardida em vinte anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Monitorização de Incêndios (EFFIS).

As florestas estão a arder com muito mais facilidade porque a vegetação e o solo estão extremamente secos há meses, um fenómeno agravado pelas recentes ondas de calor excecionais.

De acordo com um estudo publicado na quinta-feira pelos climatologistas do grupo World Weather Attribution, as alterações climáticas causadas pelas atividades humanas estão a tornar a seca atual mais severa.

In Lusa

Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios

Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu em Espanha nos últimos dias.

Os incêndios florestais que assolaram a Espanha nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenómeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas tempestades de fogo.

Segundo o Copernicus, o programa europeu de observação e monitorização da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madrid e Castellón as mais atingidas. Alguns destes incêndios foram classificados como de "sexta geração", caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar.

Quando um incêndio florestal atinge intensidade extrema, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela humidade. O calor intenso libertado altera o ar em redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isto explica porque é que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiantes.

Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local

O enorme calor libertado pelas chamas faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumo, cinzas e vapor de água a vários quilómetros de altitude na atmosfera. Este forte movimento ascendente favorece a formação de nuvens imponentes conhecidas como pirocúmulos, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.

O meteorologista da Meteored Espanha, Samuel Biener, explica que estas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio.

Durante os eventos mais intensos, nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.

Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer "rajadas de calor" (heat bursts). À medida que a chuva evapora no calor intenso do incêndio, as correntes descendentes resultantes espalham-se em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de 80 a 100 km/h, o que aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo.

Incêndios florestais de sexta geração: porque é que são tão difíceis de controlar

A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente. Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, estas condições podem superar a capacidade de resposta das equipas de combate a incêndios.

Biener também observou que inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madrid, Toledo, Ávila e Castellón nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e o fumo ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.

Por este motivo, grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipas de emergência que atuam em solo.

Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal

Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. O fumo pode percorrer dezenas de quilómetros, degradando a qualidade do ar a grande distância do foco do incêndio. Nos últimos dias, isto foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.

Grandes plumas de fumo também alteram a quantidade de radiação solar que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. O fumo pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.

Uma vez extinto um incêndio florestal, estes efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas com a perda de cobertura florestal.

As consequências mais significativas surgem depois de as chamas serem apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a humidade antes retida pela vegetação desaparece.

In Tempo.pt

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

EUA declaram estado de emergência para combater incêndios descontrolados

O Governo norte-americano declarou estado de emergência para responder aos incêndios florestais que assolam o noroeste do país, onde mais de 65 mil pessoas foram retiradas e cerca de 700 estruturas foram destruídas.

governador de Washington, Bob Ferguson, do Partido Democrata, confirmou a declaração na terça-feira, depois de ter solicitado apoio federal para combater os incêndios, que afetaram particularmente Spokane, a segunda maior cidade do Estado, rodeada por três focos de incêndio distintos.

A declaração permite à Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) prestar apoio aos esforços de resposta, incluindo evacuações, abrigos de emergência, alimentos e água, operações de busca e salvamento e outros custos relacionados com a resposta.

Mais de 65.000 pessoas na região de Spokane foram retiradas, enquanto algumas regressaram a casa para descobrir que perderam tudo, noticiou a agência Efe.

As autoridades contabilizaram até à data cerca de 700 estruturas queimadas, mas estima-se que a extensão dos danos seja muito maior devido aos três incêndios que estão fora de controlo.

Os bombeiros não conseguiram conter os três incêndios que rodeiam a área, alimentados por ventos fortes e condições de seca, pelo que as ordens de evacuação obrigatória continuam em vigor em várias áreas.

Ferguson mobilizou membros da Guarda Nacional de Washington para auxiliar na emergência.

A polícia daquele Estado deteve Aaron Farinacci, de 37 anos, que foi visto a agir de forma suspeita perto do local de um dos incêndios que afetam Spokane antes do seu início, informaram as autoridades.

Farinacci é suspeito do incêndio Old Trails, que começou no sábado e é um dos treze grandes fogos atualmente a lavrar em Washington. Está detido sob fiança.

As autoridades do Estado de Washington também estavam a lidar na terça-feira com as eleições primárias e com o dever de garantir que os eleitores possam exercer o seu direito de voto e manter a integridade dos boletins de voto enviados pelo correio.

Os incêndios florestais mantêm também as autoridades do Oregon, vizinho de Washington, em alerta máximo devido aos mais de 30 focos de incêndio que estavam ativos.

Um dos incêndios, o Grasshopper Fire, obrigou à evacuação do sofisticado resort Mt. Hood Meadows.

O Departamento Florestal do Oregon anunciou na segunda-feira que foi estabelecido um novo recorde de área ardida por incêndios florestais, com quase 809.000 hectares devastados, superando o recorde anterior de 769.000 hectares, registado em 2014.

Oregon já registou mais de 1.300 incêndios florestais este ano, com três meses da época de incêndios ainda pela frente, e é atualmente o estado com o maior número de incêndios ativos no país.

In Última Hora

Uma dezena de concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em perigo máximo

Uma dezena de concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Santarém e Faro enfrentam hoje perigo máximo de incêndio, num dia em que a temperatura máxima no interior do país vai subir.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em perigo muito elevado estão cerca de 80 concelhos do dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Beja e Faro.

Já em perigo elevado está toda a região do Alentejo e mais de 40 municípios nos distritos de Vila Real, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

O IPMA espera para hoje subida da temperatura máxima no interior do país e no sotavento algarvio e uma pequena descida na faixa costeira ocidental. Está igualmente previsto vento por vezes forte na faixa costeira a sul do Cabo Raso.

A cidade mais quente será Castelo Branco, com 36 graus, Lisboa vai chegar aos 29 graus, Porto aos 24 e Faro aos 33. As temperaturas mínimas vão variar entre os 15 graus (Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Guarda) e os 21 graus (Faro).

In Última Hora

Casal e dois filhos menores desalojados após incêndio em habitação em Oliveira do Hospital

 Um casal, com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos, e os seus dois filhos, de 2 e 4 anos, ficaram desalojados na noite desta terça-feira (4) na sequência de um incêndio que deflagrou numa habitação situada na Praça Luís Vaz de Camões, na cidade de Oliveira do Hospital.

O alerta foi dado às 21h45 pela mãe das crianças, que se encontrava em casa com os dois filhos no momento em que o incêndio começou. O pai não estava na habitação quando ocorreu o incidente.

Em declarações à Rádio Boa Nova, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, referiu que o fogo teve origem, alegadamente, num “curto-circuito no exaustor da cozinha, que estava embutido numa estrutura de madeira”, circunstância que terá contribuído para a rápida propagação das chamas.

“A cozinha ficou totalmente destruída”, adiantou o comandante, acrescentando que, apesar de o restante imóvel não ter sido consumido pelo fogo, “não reúne, para já, condições de habitabilidade devido ao intenso cheiro a fumo”. Os prejuízos são considerados “avultados”.

Deste incidente não há vítimas nem feridos graves a registar entre os ocupantes da habitação. “Felizmente não houve qualquer vítima”, adiantou à Rádio Boa Nova o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, que esteve no local a acompanhar a situação. Segundo explicou, um homem que se apercebeu do incêndio prestou auxílio, mas acabou por inalar fumo, tendo sido transportado para o o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para observação.

A habitação, que era arrendada, sofreu danos significativos. O proprietário do imóvel esteve igualmente no local.

José Francisco Rolo revelou que os serviços de Ação Social do Município foram de imediato acionados e disponibilizaram apoio para o realojamento da família. No entanto, o casal e os dois filhos acabaram por ficar alojados em casa de conhecidos.

“O Município vai acompanhar a situação e prestar todo o apoio necessário”, garantiu o autarca.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, a GNR e a Proteção Civil Municipal.

In Rádio Boa Nova

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Autarquia reforça prevenção de incêndios em caminhos rurais e florestais

Garantir a segurança, a confiança e a tranquilidade de todos quantos vivem ou trabalham no concelho é uma prioridade permanente do Executivo Municipal. Neste âmbito, a prevenção assume-se como a forma mais eficaz de proteger pessoas, património e natureza. 

É com estes compromissos que o Município de Aveiro tem em curso duas intervenções estruturantes para reforçar a prevenção de incêndios rurais: a beneficiação da rede de caminhos rurais e florestais e a gestão das faixas de combustível junto à rede viária municipal. Estas intervenções integram a estratégia municipal de prevenção e defesa da floresta, contribuindo para reduzir o risco de incêndio, melhorar as condições de acesso aos espaços florestais e reforçar a capacidade de resposta dos meios de vigilância, socorro e combate em emergências.

O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto de Miranda, e o Vereador com o pelouro da Proteção Civil, Diogo Soares Machado, acompanharam os trabalhos no terreno, sublinhando a importância de atuar antes de o risco surgir e de investir na prevenção como a forma mais eficaz de proteger pessoas, bens e património natural.

A beneficiação da rede de caminhos rurais e florestais teve início no passado dia 20 de julho e abrange cerca de 78 quilómetros nas freguesias de Eixo e Eirol (24,85 km), Oliveirinha (6,44 km) e União das Freguesias de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz (47,25 km). Dos cerca de 114 quilómetros que constituem esta rede no concelho, já foram intervencionados aproximadamente 30 quilómetros.

 A operação inclui trabalhos de limpeza, desmatação, beneficiação e reperfilamento dos caminhos, melhorando o acesso aos espaços florestais e as condições para ações de vigilância, fiscalização, prevenção e combate aos incêndios rurais. As intervenções facilitam ainda a circulação dos meios de socorro e a eventual evacuação das populações, caso seja necessário.

Para garantir uma resposta mais célere e eficaz, o Município reforçou a sua capacidade operacional através da contratação de uma entidade especializada neste tipo de intervenções e conhecedora do território, complementando os meios próprios da Câmara Municipal.

Em paralelo, decorrem desde 14 de julho os trabalhos de gestão das faixas de combustível nos terrenos confinantes com a rede viária municipal, abrangendo uma área total de 34 hectares nas freguesias de Eixo e Eirol, Oliveirinha e União das Freguesias de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz. 

Os trabalhos encontram-se concluídos em Eixo e Eirol e Oliveirinha, totalizando cerca de 18 hectares intervencionados, prosseguindo atualmente na União das Freguesias de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz.

Estas intervenções consistem na limpeza da vegetação numa faixa de 10 metros para cada um dos lados da rede viária municipal, reduzindo a carga combustível e contribuindo para limitar a propagação de incêndios rurais.

O Município de Aveiro apela ainda à colaboração de todos os cidadãos, através da adoção de comportamentos responsáveis e do cumprimento das orientações das autoridades de Proteção Civil, sobretudo durante o período de maior risco de incêndio rural.

In Terras de Aveiro