sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A23 reaberta sem condicionamentos na zona da Guarda

A autoestrada 23 (A23), que estava cortada desde quinta-feira nos dois sentidos entre os nós da Guarda-Sul e Benespera, foi hoje reaberta sem condicionamentos às 12:30, disse à agência Lusa fonte da GNR da Guarda.
Aquela via tinha sido cortada na sequência de um incêndio que atingiu a região desde quarta-feira e que foi hoje dominado às 08:50.
Apesar de dominado, o incêndio continua a exigir a intervenção de 385 operacionais, 118 veículos e dois meios aéreos.
In Sapo24

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Câmara de Oleiros diz que fogo ganhou dimensão devido à falta de meios no início

O presidente da Câmara de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, disse hoje que o incêndio que lavra desde quarta-feira naquele concelho atingiu grandes dimensões devido à falta de meios para combater inicialmente as chamas.
"Agora temos os meios humanos e aéreos suficientes para combater o fogo, mas ontem [quarta-feira], quando as chamas deflagraram, não existiam meios suficientes e a situação descambou, por muito boa vontade que existisse", referiu o Fernando Jorge à agência Lusa.
Segundo o autarca, quando o incêndio deflagrou, às 13:18, os bombeiros de Oleiros andavam a combater na Covilhã e os meios deslocados para o concelho (bombeiros de Sertã, Cernache de Bonjardim e Proença-a-Nova) tiveram de sair para acudir ao fogo que eclodiu na Sertã.
O presidente do município de Oleiros salientou que houve "casas em risco de arder e que não havia carros de bombeiros" para fazer defesa dos imóveis.
"Foram as carrinhas das Juntas de Freguesia que fizeram o combate", sublinhou.
As 16 pessoas que foram retiradas das povoações de Vilarinho, Ademoço e Póvoa da Ribeira vão voltar as suas casas durante o dia de hoje, depois de já ter "ardido tudo à volta" sem afetar nenhuma habitação.
De acordo com Fernando Jorge, o incêndio progride com uma frente na localidade de Orvalho e outra em direção às Serradas de São Simão.
Às 11:45, O fogo de Oleiros apresentava duas frentes ativas, que estavam a ser combatidas por 382 operacionais, apoiados por 116 veículos e nove meios aéreos.
Um novo fogo em Oleiros teve início antes das 01:00 de hoje e apresentava às 11:45 uma frente ativa, que estava a ser combatida por 87 operacionais com o apoio de 24 meios terrestres e dois meios aéreos.
O presidente do município de Oleiros adiantou ainda à agência Lusa que o concelho está sem comunicações há cerca de três horas e que a PT está a instalar uma rede RDIS (Rede Digital Integrada de Serviços) para solucionar o problema.
In Lusa

Apenas sete das 71 aeronaves a combater os incêndios são públicas

Para combater os incêndios que deflagraram nos últimos meses no país, o Executivo socialista decidiu aumentar o número de horas contratualizadas com empresas privadas que alugam aeronaves, com um custo total de mais cinco milhões de euros.
Em plena época mais grave de incêndios, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) tem disponíveis 71 aeronaves para o combate aos fogos durante o mês de agosto. Dessas apenas sete são públicas, sendo as empresas privadas de aluguer de meios aéreos e a ajuda internacional representam a maior fatia da capacidade aérea a atuar no país, avança o jornal ‘Público’.
Para combater os incêndios que deflagraram nos últimos meses no país, o Executivo socialista decidiu aumentar o número de horas contratualizadas com empresas privadas que alugam aeronaves, com um custo total de mais cinco milhões de euros. “Até à presente data, não houve reforço de verbas para o aluguer de novos meios aéreos a privados. Houve, sim, a contratação de horas de voo, no montante de 4.890 milhões de euros, associados a contratos já em execução”, explica a ANPC.
Só no último mês registaram-se acidentes com dois helicópteros da empresa Everjets, que aluga meios aéreos ao Estado, sendo que no último, em Castro Daire, o piloto morreu. As aeronaves foram entretanto substituídas e “no decurso da atual campanha de combate aos incêndios rurais que têm assolado o país, Portugal tem beneficiado da solidariedade internacional sob a forma de auxílio, também, em meios aéreos de combate”, afirma a ANPC.
Espanha enviou cerca de um terço (20) das aeronaves a combater os fogos em Portugal. Além does espanhóis, chegou ao país também um avião de Marrocos e dois helicópteros da Suíça.
In Jornal Económico

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Incêndios. Mais de 500 incêndios durante o período de calamidade

Domingo registou o maior número de fogos deste verão: 286 ignições. Condições adversas vão manter-se ao longo do dia de hoje.
O estado de calamidade pública preventiva decretado pelo governo cessou ontem às 24 horas mas as condições adversas para o risco de incêndio vão manter-se pelo menos ao longo desta terça-feira. Esta foi a indicação dada ontem ao i pelo oficial de ligação da Proteção Civil. Desde sexta-feira registaram-se mais de 500 incêndios no país, sendo que domingo foi mesmo o dia com mais fogos a deflagrar, um total de 286 ocorrências.
Noutros anos, já chegou a haver 400 e 500 fogos num único dia, o que este ano ainda não se verificou, disse a mesma fonte.
Ontem, até ao fecho desta edição, tinham sido registados 181 fogos e as chamas continuavam ainda a gerar preocupação em alguns pontos do país. O incêndio que mobilizava o maior número de efetivos registava-se na Covilhã, estando no terreno mais de 400 operacionais e 125 viaturas. O fogo lavrava ainda em São Pedro do Sul (Viseu), Terras de Bouro (Braga), Melgaço e Arcos de Valdevez (Viana do Castelo), Porto de Mós (Leiria) e em Resende (Viseu). Depois de durante o fim de semana ter sido necessário evacuar uma aldeia na Covilhã, ontem acabou por não ser preciso retirar os moradores da aldeia de Vilela Seca, em Arcos de Valdevez, tendo a população sido concentrada por precaução no largo da igreja. O país passa agora a alerta laranja, informou o oficial da Proteção Civil.
Calamidade pública
O estado de calamidade pública pode ser declarado face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave ou catástrofe.
A declaração entrou em vigor às 14 horas de sexta-feira e manteve-se ativa até à meia-noite de ontem, abrangendo cerca de 155 concelhos, com destaque para as zonas centro e interior norte do país. Nos últimos dias foram reforçadas todas as equipas de vigilância florestal, principalmente durante a noite, bem como a proibição de lançamento de fogo de artifício e qualquer outro tipo de elemento pirotécnico. A medida foi contestada pelas empresas de pirotecnia, que anteciparam um prejuízo de cinco milhões de euros uma vez que a decisão levou ao cancelamento de diferentes espetáculos associados aos festejos de verão.
O fim de semana de precaução máxima viria a ficar marcado pela morte de um piloto que comandava um helicóptero de combate aos incêndios. “O governo disponibilizará todo o apoio necessário à família do piloto que hoje perdeu a vida em mais uma missão de combate aos incêndios florestais, numa atitude de coragem profissionalismo e abnegação, a qual nos merece o maior respeito e admiração”, afirmou no domingo Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, devido à queda e morte do piloto que combatia as chamas em Castro Daire. Também Marcelo Rebelo de Sousa lamentou a morte do piloto, salientando tratar-se de uma “uma nova vítima destes terríveis incêndios que têm martirizado o nosso país.”
O helicóptero despenhou-se ao embater numas linhas de alta tensão, enquanto estava a combater um incêndio em Castro Daire, acabando por se incendiar e cair no chão, provocando a morte do piloto de 51 anos. Devido às circunstâncias do acidente a empresa Everjets, dona do helicóptero, decidiu abrir um inquérito. Também o Ministério Público anunciou ontem ter instaurado um inquérito à morte do piloto, que tinha experiência no combate aos fogos.
Na última semana e meia os incêndios fizeram 125 feridos, dos quais oito graves. Ontem, ao final do dia, continuavam no terreno mais de 3000 operacionais. Com T.C.
In Jornal Económico

Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco estão hoje em risco máximo

Os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco estão hoje em risco máximo de incêndio, de acordo com informação disponibilizada na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Internet.
Os restantes distritos de Portugal Continental apresentam risco elevado de incêndio, à exceção de Viseu, Coimbra e Faro, com risco muito elevado, e de Aveiro e Setúbal, com risco moderado.
O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o "reduzido" e o "máximo".
O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
A maior parte do território português está hoje sob aviso amarelo, devido à previsão de temperaturas elevadas.
Em Portugal Continental estão sob aviso amarelo, “devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima”, os distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora e Beja. A estes distritos juntam-se as ilhas da Madeira e de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.
Este aviso está em vigor até às 20:59 de quarta-feira, no continente, e de quinta-feira, no arquipélago da Madeira.
In Sapo24

Fogo em Porto de Mós “praticamente extinto” mas com reacendimentos

O incêndio que deflagrou no domingo no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no concelho de Porto de Mós, está hoje à noite "praticamente extinto", disse o presidente da Câmara, no distrito de Leiria.
Em declarações à agência Lusa, João Salgueiro afirmou, perto das 21:00, que o incêndio florestal está "praticamente extinto", registando-se "pequenos focos de reacendimento, em pequenas zonas circunscritas, onde não foi possível aos meios aéreos apagar [as chamas] na totalidade".
O autarca referiu que espera, por isso, uma "noite mais calma, mas ainda com bastante vigilância".
Às 21:24, a página da Proteção Civil classificava o incêndio como em fase de resolução.
A esta hora estavam no local 216 operacionais, apoiados por 68 meios terrestres.
O Plano Distrital e Municipal de Emergência e Proteção Civil foi ativado devido a este fogo.
De manhã, João Salgueiro revelou à Lusa que durante a madrugada o vento mudou e "houve duas a três casas em risco, mas teve-se a sorte de o vento voltar a alterar de direção".
"Com o excelente trabalho dos bombeiros conseguimos controlar. Trata-se de uma zona complicada, com acessibilidades difíceis e com muita vegetação e pedras", sublinhou, sublinhou que já não há casas em risco.
Por precaução, um grupo de jovens que se encontrava numa colónia de férias na Quinta da Escola, em Alvados, foi levado para o Centro de Ciência Viva do Alviela, no distrito de Santarém, tendo regressado a Alvados ao final da manhã.
"Desde as 00:00 de hoje, o país regista já um total de 157 ocorrências de incêndios florestais. Destas 157, temos neste momento 18 ocorrências ativas, a maior parte delas são ocorrências ainda numa fase inicial, sem expressão preocupante neste momento", indicou a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) Patrícia Gaspar, num briefing desta entidade em Oeiras, distrito de Lisboa, realizado às 19:00.
A esta hora, a Proteção Civil estava a monitorizar "mais de perto" a situação de sete incêndios florestais nos distritos de Castelo Branco, Leiria, Viseu, Viana do Castelo e Braga, "com uma importância um pouco mais elevada fruto das áreas onde deflagraram e também do número de meios [de combate] que já concentram".
"Uma das ocorrências que acompanhamos com mais pormenor é o incêndio em Porto de Mós, em Leiria", que deflagrou pelas 17:00 de domingo, avançou Patrícia Gaspar, referindo que grande fase do perímetro deste fogo se encontrava já em fase de resolução, embora com algumas reativações.
In Sapo24

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quatro fogos preocupantes, sobretudo em Porto de Mós

Incêndio progride com grande intensidade, segundo a Proteção Civil, e é o que mobiliza mais meios . Outros a mobilizar bastantes meios lavram em Baião (Porto), Resende (Viseu) e Celorico de Basto (Braga).
Há quatro fogos que preocupam a Proteção Civil esta manhã de segunda-feira e que juntam várias centenas de operacionais no terreno. O incêndio que progridiu com grande intensidade durante a manhã e mobiliza mais meios é o do concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria. Pelo meio-dia, estava controlado, segundo o presidente do município, que advertiu porém para os riscos de uma mudança no vento. Quanto aos outros, as chamas propagam-se em Baião (Porto), Resende (Viseu) e Celorico de Basto (Braga).
O incêndio em Porto de Mós começou ontem, o dia com mais fogos desde o início do ano. Lavra com duas frentes ativas, no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Pelas 12:00, o incêndio foi dado como controlado, mas o vento pode mudar a situação.
"Neste momento, a situação está controlada. Regista-se menos vento e temos seis meios aéreos no terreno. Apesar de as coisas estarem controladas, estamos apreensivos, porque a qualquer momento as condições meteorológicas podem alterar-se e soubemos que o vento poderá mudar daqui a algum tempo", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro.
"Houve duas a três casas em risco, mas teve-se a sorte de o vento voltar a alterar de direção. (...) Com o excelente trabalho dos bombeiros conseguimos controlar. Trata-se de uma zona complicada, com acessibilidades difíceis e com muita vegetação e pedras"
O autarca garantiu que já não há casas em risco.
Por precaução, um grupo de jovens que se encontrava numa colónia de férias na Quinta da Escola, em Alvados, em Porto de Mós, no distrito de Leiria, foi levado para o Centro de Ciência Viva do Alviela, no distrito de Santarém.
"Neste momento, o autocarro da Câmara já os está a ir buscar para regressarem a Alvados. Estamos a assistir a alguns reacendimentos, pelo que é preciso ainda muita cautela".
No terreno, pelo meio-dia, estavam mais de 200 operacionais, 65 viaturas e cinco meios aéreos.

Outros incêndios

No distrito do Porto, o fogo do concelho de Baião tem uma frente ativa e mobiliza 92 operacionais, 24 veículos e dois meios aéreos.
No concelho de Resende, distrito de Viseu, mais de 120 bombeiros combatem dois incêndios: um na localidade de Vila Verde (já em resolução), outro na aldeia de Talhada. Ontem, um piloto morreu na queda de um helicóptero enquanto fazia o combate às chamas em Castro Daire, no mesmo distrito. Esse incêndio já não consta da página da Proteção Civil nesta manhã de segunda-feira.
Já em Celorico de Basto, no distrito de Braga, já está em resolução o incêndio que ainda mobiliza meia centena de bombeiros e 14 meios terrestres.

Risco máximo de incêndio 

Entretanto, atenção que vários concelhos na grande maioria dos distritos de Portugal continental estão hoje em risco máximo de incêndio, de acordo com informação disponibilizada na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Internet.
À exceção dos distritos de Évora, Setúbal, Beja e Lisboa, todos os outros têm vários concelhos em risco muito elevado de incêndio. No entanto, nestes quatro distritos há concelhos com risco muito elevado e elevado de incêndio.
Além disso, o IPMA colocou sob aviso laranja nove distritos devido à “persistência de valores elevados da temperatura máxima”.
Até às 20:59 de hoje estão sob aviso laranja os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco, Portalegre e Braga, Santarém e Coimbra. Este aviso é o segundo mais grave de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.
Entretanto, termina hoje à meia-noite de hoje o estado de calamidade pública preventivo decretado pelo governo na sexta-feira.
In TVI24

Um dos fogos de Resende dominado hoje de manhã

Um dos dois incêndios que lavram no concelho de Resende foi considerado dominado hoje de manhã, segundo a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

O incêndio que se encontra em resolução é o que deflagrou às 03h00 de quinta-feira em Vila Verde, na freguesia de São Martinho de Mouros. No local, estão ainda 60 bombeiros, apoiados por 17 meios terrestres.

No mesmo concelho do norte do distrito de Viseu continua ainda ativo, com duas frentes, um outro incêndio que teve início às 09h00 de domingo em Talhada, freguesia de Ovadas e Panchorra. As chamas estão a ser combatidas por 47 bombeiros, dez meios terrestres e três aviões pesados.

Estes dois incêndios obrigaram no domingo à ativação dos planos distrital e municipal de emergência e proteção civil.

In Lusa

Cinco grandes incêndios permanecem ativos

O fogo na Serra d'Aire e Candeeiros continua a ser o mais preocupante.
As chamas que deflagraram este domingo em Porto de Mós, e que já queimaram parte significativa da zona florestal da Serra d'Aire e Candeeiros, são as que geram maior preocupação e as que juntam mais bombeiros.
Ao todo no distrito de Leiria, segundo o site da Proteção Civil, estão 255 operacionais no combate às chamas.
Além deste fogo, há mais quatro considerados de grandes dimensões e que por isso geram maior preocupação, em Celorico de Bastos (Braga), Baião (Porto) e dois fogos em Resende (Viseu).
Parece não haver ainda o risco de habitações ameaçadas, no entanto o incêndio de Celorico de Bastos, Baião e Resende está a evoluir para terrenos com algumas habitações, confirmou o comandante Pedro Araújo, citado pela TSF.
De sublinhar que as condições climatéricas previstas, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para hoje não são favoráveis ao combate aos incêndios, pelo contrário, podendo mesmo potenciar o alastramento das chamas.
Aliás, a maioria dos concelhos do Interior Norte e Centro do país em risco máximo de incêndio.
In SOL

domingo, 20 de agosto de 2017

Empresa do helicóptero que caiu em Castro Daire confirma morte do piloto

A empresa do helicóptero ligeiro que hoje caiu quando combatia o incêndio na zona de Castro Daire confirmou hoje a morte do piloto e anunciou que vai instaurar um inquérito às circunstâncias do acidente.
"O piloto era o único ocupante do aparelho e infelizmente não sobreviveu. Tinha 51 anos, nacionalidade portuguesa e experiência como piloto de combate a incêndios", escreve a empresa em comunicado.
O conselho de administração da Everjets "já decidiu instaurar um inquérito às circunstâncias do acidente e garante a substituição do aparelho ora acidentado no dispositivo em alerta”, lê-se ainda no comunicado enviado às redações.
Um helicóptero da empresa Everjets que combatia um incêndio em Cabril, concelho de Castro Daire, Viseu, caiu e incendiou-se hoje, pouco antes das 13:00, e tudo aponta para que o piloto tenha morrido, disse à Lusa fonte oficial.
A aeronave embateu em cabos de alta tensão, caiu e incendiou-se, tendo o piloto ficado preso no aparelho, segundo fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).
O helicóptero estava sediado no Centro de Meios Aéreos de Armamar, Viseu.
In Sapo24

Incêndio em S. Gião


Está a deflagrar desde as 13h00 um incêndio em S.Gião - Oliveira do Hospital.

No terreno estão já cerca de 70 homens apoiado por 16 viaturas e 1 meio aéreo.


De salientar que neste fim de semana, são muitos os visitantes que vão até esta localidade onde se realizam as tradicionais festas populares.


In Rádio Boa Nova

Falta de limpeza de terrenos só deu multas de 74 mil euros

Até ao momento apenas foram pagos 74.040 euros em coimas por comportamentos negligentes dos donos das terras.

Num ano que está a ser marcado por vários incêndios de grande dimensão, e quando se tenta colocar no terreno a reforma das florestas, regista-se um reduzido número de processos contra proprietários por comportamentos negligentes dos donos de terras. E as coimas ascendem a apenas 74 mil euros.

Até ao dia 18 de agosto, a GNR já tinha levantado 782 processos de contraordenação por incumprimento da legislação que estabelece o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, refere o Diário de Notícias. E até ao momento apenas foram pagos 74.040 euros em coimas (65.240 euros por singulares e 8.800 por empresas).

Governo monta mega operação em fim de semana de alto risco.

A maior parte dos proprietários prefere pagar a coima, no valor de 140 euros, do que mandar limpar o terreno, o que custa 500 a mil euros”, diz o major Ricardo Alves, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, ao DN.

O Estado só conseguiu arrecadar um milhão de euros em autos de contraordenação pagos por proprietários de terrenos florestais desde 2014 até agora, segundo os dados avançados pela GNR.

In Sapo24

Dezasseis meios aéreos e quase 500 bombeiros no fogo da Covilhã

Dezasseis meios aéreos, quase 500 bombeiros e 124 viaturas estão a combater às 11:45 um incêndio que deflagrou no sábado em Barrigais, concelho da Covilhã, sintetiza a página na internet da Proteção Civil.
De acordo com a mesma fonte, o incêndio mantém-se com três frentes ativas.
A Autoridade Nacional de Proteção Civil diz que estão 476 operacionais no terreno, apoiados por nove aviões (quatro médios e cinco pesados) e seis helicópteros (cinco ligeiros/médios e um pesado), não fazendo referência a qual o outro meio aéreo envolvido.
O incêndio que teve início às 15:18 de sábado em Barrigais exigiu algumas evacuações preventivas, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara da Covilhã.
Vítor Pereira, em declarações por telefone à Lusa, pouco depois das 09:00, disse ter sido necessário proceder à retirada de algumas pessoas de aldeias, sobretudo idosos, embora não tenha sido “nada de dramático”.
“Há agora alguns sítios mais sensíveis, sobretudo o Casal da Serra, junto ao Tortosendo, e a freguesia de Cortes do Meio”, esclareceu o autarca, referindo, porém, que não existem populações em perigo.
Este fogo no distrito de Castelo Branco já obrigou à ativação dos planos distrital e municipal de emergência e proteção civil.
A estrada nacional (EN) 230 entre Cortes do Meio e Tortosendo, e a estrada municipal (EM) 508 entre Cortes do Meio e a EN 230 estão cortadas.
In Sapo24

GNR detém idoso quando ateava fogo no Parque Natural Sintra-Cascais

A GNR deteve no sábado um homem, de 78 anos, quando ateava um fogo no Parque Natural Sintra-Cascais, indica a Guarda Nacional República em comunicado.
A GNR explica que os militares do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) do Destacamento Territorial de Sintra detetaram um homem na localidade da Atalaia a fugir do mato onde se iniciava mais um incêndio florestal.
Após a detenção, adianta a GNR, “o idoso confirmou a autoria do crime de incêndio, acrescentando que já era a quinta vez que tentava colocar fogo naquela zona do parque natural”, tendo sido encontradas provas do crime no seu veículo.
Quando foi constituído de arguido, o suspeito cometeu mais um crime de corrupção ativa na forma tentada, ao tentar oferecer “230 euros em dinheiro aos elementos da GNR para o libertar”.
O detido será presente a tribunal na segunda-feira para primeiro interrogatório judicial.
In Sapo24

Incêndios: Helicóptero caiu no combate a fogo em Castro Daire

Um helicóptero da empresa Everjet que combatia um incêndio em Cabril, concelho de Castro Daire, Viseu, caiu e incendiou-se hoje, pouco antes das 13:00.
O presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, Fernando Carneiro, e o comandante dos bombeiros, Paulo Almeida, confirmaram a queda do helicóptero.
De acordo com a SIC Notícias, que avançou com a notícia, o piloto seria o único ocupante do aparelho, que terá explodido assim que entrou em contacto com o solo.
Segundo fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) esclareceu à agência Lusa, a aeronave embateu em cabos de alta tensão, caiu e incendiou-se, tendo o piloto ficado preso no aparelho. O jornal PÚBLICO adiantou a morte do piloto junto a fonte oficial.
O helicóptero estava sediado no Centro de Meios Aéreos de Armamar, Viseu.
Fernando Carneiro disse à Lusa que tem estado em contacto com o presidente da Junta de Freguesia de Cabril, concelho Castro Daire, que lhe explicou que o incêndio se está a aproximar do concelho de Arouca, já no distrito de Aveiro.
Segundo a página da Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil, em Cabril lavra um incêndio que estava ao início da tarde a ser combatido por 92 operacionais, 18 veiculos e três meios aéreos.
In Sapo24

sábado, 19 de agosto de 2017

Incêndio de Gavião dominado, Covilhã sem "risco imediato"

Faltam ainda “muitas horas de trabalho para garantir completa extinção” e os meios vão manter-se no terreno durante a noite, adianta a Protecção Civil.
O incêndio que lavrava desde quinta-feira em Gavião, no distrito de Portalegre, foi dado como dominado, anunciou esta tarde a Autoridade Nacional de Proteção Civil, no habitual “briefing” diário.
A adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, sublinhou, contudo, que se “vai manter todo o dispositivo terrestre no terreno”, à excepção dos meios aéreos, e que faltam ainda “muitas horas de trabalho para garantir a completa extinção deste incêndio”.
Pelas 17h30, as chamas em Gavião estavam a ser combatidas por 547 operacionais, apoiados por 160 meios terrestres e 10 meios aéreos.
Já o incêndio de Mação, distrito de Santarém, continua activo. admitiu "algumas reactivações" neste caso, mas a excluiu a existência de frentes activas. Foi este incêndio, activo desde quarta-feira, que se estendeu ao concelho vizinho de Gavião e que tem assumido "comportamentos absolutamente extremos", chegando a percorrer 10 Km em duas horas.
No total, a Proteção Civil registou ao longo do dia de hoje 108 ocorrências, sendo que "em curso estão 14". A porta-voz da ANPC referiu também três ocorrências novas, que se encontram activas, nomeadamente em Vila Nova de Paiva (Viseu), Covilhã (Castelo Branco), e Alfândega da Fé (Bragança).
Covilhã com "pontos críticos" mas sem "risco imediato"
Quando ao incêndio da Covilhã, que pelas 20:30 mobilizava 159 operacionais, 35 meios terrestres e seis meios aéreos, a responsável explicou que, apesar de se terem registado alguns pontos críticos, as chamas "já começam a ceder".
Questionada sobre o facto de as chamas se aproximarem de zonas povoadas, a porta-voz da ANPC vincou que "para já não há nenhum ponto crítico imediato em risco", e que esperam conseguir "passar o incêndio a dominado nas próximas horas".
Ao todo, os fogos florestais que lavram no país desde dia 11 de Agosto fizeram já 103 feridos - 8 graves e 95 ligeiros -, mas "nenhum corre risco de vida", disse a porta-voz da ANPC.
Mantêm-se "condições metereológicas muitíssimo adversas"
Quanto às previsões meteorológicas, mantém-se a previsão de tempo quente e seco, pelo que "qualquer ocorrência se pode transformar num fogo florestal".
Patrícia Gaspar voltou a sublinhar, por isso, "a necessidade de assumir comportamentos adequados junto a estas áreas florestais", recordando que o estado de calamidade pública declarado pelo Governo proíbe actividades como o lançamento de fogo-de-artifício ou o uso de máquinas de combustão interna ou externa, como motosserras.
In Rádio Renascença

Os bombeiros recusaram-no, mas Augusto Filipe já livrou dezenas de casas do fogo em Mação

Um desempregado que os bombeiros não aceitaram como voluntário, ajudou nos últimos dias a salvar, com um kit cedido pela Câmara de Mação, dezenas de casas no concelho que desde terça-feira à noite está a ser fustigado pelo fogo.
Augusto Filipe, de 53 anos, quis em tempos ser bombeiro mas, viu recusados os préstimos oferecidos aos voluntários de Mação porque “disseram que morava longe e que quando a sirene tocasse ia demorar muito tempo a chegar”, contou hoje à agência Lusa.
À época, a longínqua morada era em Aboboreira, freguesia onde na noite de terça-feira deflagrou um incêndio que já consumiu mais de 80% da área florestal do concelho de Mação.
E foi para lá que, “assim que soube do fogo”, Augusto foi com um kit, ou seja um depósito com cerca de 700 litros de água e uma mangueira, que permite aos moradores das aldeias mais isoladas atacar as chamas até à chegada dos bombeiros.
Os kit´s foram distribuídos pela Câmara de Mação a todas as juntas de freguesia do concelho e o da Aboboreira há vários anos que é entregue a Augusto Filipe que, sem farda e sem estatuto de bombeiro, faz por conta própria o trabalho de um voluntário.
Ao 'kit' da junta juntou mais um que pagou do seu bolso para “ter mais capacidade de acudir às pessoas”, como tem feitos nas últimas semanas, acorrendo a várias localidades da região onde as chamas se aproximaram das povoações.
Desde quarta-feira já ajudou a salvar “dezenas e dezenas de casas” em Casalinhos, Penhascoso, Monte Penedo, Serra, Entre Serras, Ribeira de Boas Eiras, Lercas, Ortigas, de cujos nomes o cansaço dificulta a lembrança.
Em Queixoperra, onde vive agora, “se não fosse o kit tinha ardido uma casa toda”, contou à Lusa, recordando o momento em que “até as mangueiras arderam e os bombeiros tiveram que fugir” das chamas “com mais de 20 metros de altura”.
Mas o pior de todos os cenários encontrou-o na sexta-feira, quando cerca das 20:00 “se gerou um horror no Parque de campismo de Ortiga, com mais de 50 tendas em risco de ficarem queimadas ou derreterem com as altas temperaturas”.
É também “por alto” que vai fazendo as contas aos “90 euros que já gastou em gasóleo para a carrinha” que leva o kit de terra em terra, ou aos “40 litros de gasolina para a moto-bomba” que puxa a água com que vai abastecendo o depósito, “nos furos por onda vamos passando, nos autotanque dos bombeiros, ou onde calha”.
“Se calhar, a Câmara depois paga essas despesas”, mas para já, Augusto Filipe ainda não viu “um tostão” para compensar o que já investiu a tentar garantir a segurança das populações do concelho.
Nada que o demova de continuar, garantiu à Lusa, durante uma pausa para um café no Centro Recreativo de Queixoperra.
“Tenho a carrinha preparada com o Kit e, se vir o vento a levantar ou começar a ver alguma coluna de fumo é só mudar de roupa e seguir para onde houver fogo”, rematou.
O incêndio que deflagrou no concelho de Mação, distrito de Santarém, às 00:01 de quarta-feira mantinha-se às 16:30 de hoje, segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil com Uma frente ativa que está ser combatida por 806 operacionais, apoiados por 232 meios terrestres e 3 meios aéreos.
In Sapo24

Incêndios de Mação e Vila Nova Paiva e Paiva em fase de resolução

Os incêndios de Mação (Santarém), e Vila Nova de Paiva (Viseu) estão em fase de resolução, mas ainda mobilizam 811 operacionais, apoiados por 239 veículos e um meio aéreo, indica o 'site' da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).
Segundo a página da ANPC, estas ocorrências ainda são consideradas significativas, mas já se encontram em fase de resolução.
No incêndio que deflagrou hoje em Vila Nova de Paiva, continuam no terreno 143 operacionais e 38 meios terrestres, enquanto as chamas de Mação, que começaram na quarta-feira, ainda são combatidas por 668 homens e 201 veículos.
A Proteção Civil já tinha adiantado que também o incêndio de Gavião (Portalegre) estava dado como dominado, mas pelas 21:30 ainda era combatido por 480 operacionais e 146 veículos.
Da lista de ocorrências significativas fazem parte ainda os incêndios de Ribeira de Pena (Vila Real), que mobilizava à mesma hora 139 bombeiros e 39 meios terrestres, assim como o da Covilhã (Castelo Branco), com duas frentes ativas, combatido por 141 operacionais e 25 meios terrestres.
Segundo a mesma fonte, o incêndio de Ribeira de Pena conta com uma frente ativa e obrigou ao corte da Autoestrada7, entre Ribeira de Pena e Arco de Baúlhe.
In Sapo24

Fogo obriga ao corte da A7 entre Ribeira de Pena e Arco de Baúlhe

A Autoestrada 7 (A7) está cortada ao trânsito entre Ribeira de Pena e o Arco de Baúlhe, devido a um incêndio que lavra em três frentes e está a queimar pinhal, segundo fontes da GNR e da Proteção Civil.
A fonte da GNR disse à agência Lusa que a A7 está cortada ao trânsito, nos dois sentidos, desde as 18:53 entre os nós de Ribeira de Pena e o Arco de Baúlhe.
Este fogo deflagrou às 16:55, na zona de Vilarinho, em Ribeira de Pena, e para o combate estão mobilizados cerca de 140 operacionais e 38 viaturas. Para este incêndio chegaram a estar mobilizados cinco meios aéreos.
Fonte da Proteção Civil de Ribeira de Pena referiu que as chamas avançam em três frentes, estão a queimar uma zona de pinhal, e que o combate está a ser dificultado pelo vento forte.
Este concelho do distrito de Vila Real tem sido afetado por vários incêndios nos últimos dias.
Hoje mesmo já houve várias ignições e, por volta das 20:00, estava a lavrar um outro fogo na zona de Daivões, que estava a ser combatido por 14 operacionais, duas viaturas e um meio aéreo.
Entretanto, já estão em resolução mais dois fogos em Baraças e Escarei, neste mesmo concelho.
A fonte da Proteção Civil mostrou-se preocupada com o elevado número de ocorrências que obrigam a uma dispersão de meios.
In Sapo24

10 km em duas horas. “Comportamentos absolutamente extremos” do fogo em Mação

Adjunta de operações da Protecção Civil fala em “permanente desafio” aos operacionais no terreno, que se dividem entre a segurança das populações e o combate às chamas. No terreno, estão mais de mil pessoas.
Dado como dominado algumas vezes, o incêndio que consome hectares atrás de hectares em Mação tem tido “comportamentos absolutamente extremos”, afirma Patrícia Gaspar, adjunta de operações da Protecção Civil.
"Há dois dias, percorreu 10 quilómetros em duas horas. Isto não são circunstâncias normais. As próprias reactivações, quando surgem, surgem com uma enorme violência”, descreveu este sábado, no “briefing” diário aos jornalistas.
Patrícia Gaspar explicou que existe “uma grande dificuldade em acompanhar o desenvolvimento deste incêndio”, que arde “em zonas muito povoadas, com pequenas povoações dispersas, com aldeias e aglomerados populacionais” – circunstâncias que levantam “um permanente desafio e equilíbrio para os corpos de bombeiros, para as forças que estão no terreno, as Forças Armadas, as forças da GNR, os próprios sapadores florestais”.
“É o permanente acompanhar do evoluir do incêndio, combatê-lo e proteger as pessoas”, resumiu, para concluir que o incêndio no concelho de Mação “tem sido, de facto, o grande desafio dos últimos dias”.
Foi este incêndio que se estendeu ao concelho vizinho de Gavião, onde as chamas chegaram a ser dadas como extintas, mas que sofreu novo reacendimento, sendo esta manhã outro motivo de preocupação para os operacionais no terreno.
Patrícia Gaspar diz que “há um grande perímetro já consolidado”, mas ressalva que é nessas zonas que normalmente “há reactivações”.
“O vento e as temperaturas altas da parte da tarde têm favorecido as reactivações, que muitas vezes se transformam em novas frentes de incêndio”, afirma.
“A janela de oportunidade tem sido curta, ou seja, era preciso mais tempo para se conseguir consolidar este perímetro antes de voltarmos a ter um cenário meteorológico que propicie estas reactivações. À noite, a humidade relativa não tem recuperado assim tanto e de manhã começa-se logo a sentir o aumento das temperaturas”, justifica.
No terreno, no combate aos dois incêndios, está um total de 1.190 operacionais, apoiados por 366 veículos e oito meios aéreos.
In Rádio Renascença

Mais de 1.300 operacionais combatiam chamas em Mação e Gavião pelas 14:30 - ANPC

Os incêndios em Mação (distrito de Santarém) e Gavião (distrito de Portalegre) eram aqueles que, pelas 14:30, mobilizavam mais meios, num total de 1.359 homens e 15 meios aéreos, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).
Segundo a página de internet da ANPC, o incêndio de Gavião, - que teve início na quinta-feira e conta com duas frentes ativas - mobilizava 529 operacionais, apoiados por 159 meios terrestres e 12 meios aéreos.
Em Mação, (incêndio que começou na quarta-feira, e tinha uma frente ativa) as chamas estavam hoje a ser combatidas por 830 operacionais, 239 meios terrestres e três meios aéreos.
A ANPC apontava estes dois incêndios rurais como as duas ocorrências mais significativas.
Pelas 14:30, existiam em todo o país 50 ocorrências (sete incêndios em curso, cinco em resolução e 38 em conclusão), e estavam no terreno 2.256 operacionais, apoiados por 622 meios terrestres e 23 meios aéreos.
Lusa

Incêndios: Aviões da Força aérea com câmaras térmicas reforçam meios de combate

Os aviões da Força Aérea que reforçam os meios previstos pela calamidade pública decretada até segunda-feira estão equipados com câmaras que detetam calor e são usados em patrulhamentos de combate à imigração ilegal ou tráfico de droga.
“Conseguimos detetar movimentos humanos e de animais à noite, até silhuetas, e pequenos reacendimentos”, explicou ao primeiro-ministro, António Costa, o tenente Marco Silva, a bordo de um C295 que costuma estar ao serviço da Frontex, a Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas.
Este avião aterrou hoje em Vila Real para patrulhar a região norte até segunda-feira às 24:00, quando termina o período decretado de calamidade pública com efeitos preventivos devido ao risco acrescido de incêndio, tendo seguido um avião P3 para o Algarve.
O C295 e o P3 vão ajudar a detetar focos de incêndio e possível atividade criminosa de fogo posto à noite, através do sistema FITS, a sigla inglesa para Fully Integrated Tactical System, que também colabora com investigações da Polícia Judiciária.
O tenente Marco Silva contou que, recentemente, esteve quase oito horas numa ação de vigilância a um barco suspeito de tráfico de droga, numa região costeira, tendo permanecido incógnito durante toda a operação, dada a altitude a que consegue atuar.
Demonstrando o nível de definição que as câmaras alcançam, os militares mostraram nos ecrãs não só focos de incêndio como, por exemplo, como é possível perseguir um carro em movimento, entre outros alvos.
Marco Silva esclarece que a nitidez não chega para identificar o rosto de uma pessoa, embora, quando se está a sobrevoar mar, como nas suas missões da Frontex, já tenha sido possível identificar o angariador das embarcações de migrantes.
À noite, os militares têm de ter o cuidado de despistar focos de calor que são somente a terra quente que ainda liberta calor, explicou o tenente Marco Silva.
O primeiro-ministro viajou no C295 para Vila Real para visitar o dispositivo de patrulhas da Marinha, Exército, GNR, PSP e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, no âmbito da declaração da situação de calamidade pública com efeitos preventivos.
António Costa sublinhou que o C295 e o P3 são “aviões muito importantes para detetarem precocemente qualquer foco de incêndio, mas também muito importantes para a vigilância em período noturno, porque permite deteção de movimentações suspeitas” na prevenção de fogo posto.
“A vigilância, designadamente em período noturno, é muito importante. Este ano temos tido um número muito anormal de início de incêndios em período noturno, quando, obviamente, as questões climatéricas não são a causa natural desses incêndios”, afirmou.
António Costa esteve acompanhado pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, e vários responsáveis militares, designadamente o Chefe de Estado Maior do Exército.
Nas operações dos próximos dias estão envolvidos 1041 militares, divididos por 347 equipas, 199 das quais em permanência no terreno 24 horas por dia, de acordo com dados do Comandante Nacional da Proteção Civil, Rui Esteves.
Neste período, a GNR reforçou o seu dispositivo com 870 militares (145 patrulhas em permanência 24 horas), tendo a PSP contribuído com um reforço de 164 agentes (51 patrulhas permanentes) e o Corpo Nacional de Agentes Florestais com 31 equipas de 155 efetivos, segundo a mesma fonte.
In Sapo24