terça-feira, 17 de outubro de 2017

EDP coloca centrais móveis nas zonas mais afetadas e estima repor hoje rede de Média Tensão

A EDP está a colocar geradores e centrais móveis nos locais mais afetados pelos incêndios e estima repor durante o dia de hoje a rede de Média Tensão, divulgou a empresa que tem 600 técnicos no terreno.
Os incêndios que no domingo deflagraram no país colocaram "fora de serviço as Subestações de Aguieira (Viseu), Mortágua (Viseu), Candosa (Coimbra), Oliveira do Hospital (Coimbra) e Mira (Coimbra), cujas redes foram, entretanto, já recuperadas", divulgou a EDP num comunicado enviado à agência Lusa.

Na zona da Pampilhosa da Serra (Coimbra), Vouzela (Aveiro) e Oliveira do Hospital, as dificuldades de circulação "são ainda particularmente sentidas", mas a empresa tem mobilizados e a trabalhar no terreno, "cerca de 600 operacionais que, em articulação com as autoridades locais, as autarquias e a Proteção Civil têm concentrado esforços para que, à medida que as estradas permitam a circulação, seja realizado o reconhecimento dos danos nas redes e efetuada a intervenção para reparação".

Nas zonas mais críticas "estão já ligados e/ou preparados para ligação no local, geradores e centrais móveis", adiantou a EDP, estimando que a reposição da rede de Média Tensão seja feita "durante o dia de hoje".

Ainda segundo a empresa, as equipas estão empenhadas" na reparação das linhas que alimentam as zonas rurais dos municípios de: Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, Vouzela, Tondela (Viseu), Seia (Guarda), Gouveia (Guarda) e Lousã (Coimbra) bem como a zona industrial de Mira".
Estão ainda mobilizados "recursos aéreos para apoiar o reconhecimento e localização dos estragos duma forma mais célere".

A empresa prevê, nos próximos dias, prosseguir os trabalhos na rede de Baixa Tensão "também com danos muito relevantes e bastante dispersos em vários municípios da zona centro".

No comunicado, a EDP alerta ainda as populações das regiões atingidas pelos incêndios, para, por razões de segurança, "não tocarem em quaisquer linhas partidas" e para o cuidado a ter com "a colocação de geradores em locais pouco ventilados podendo o seu uso inadequado provocar intoxicações".

Os cerca de 500 incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 31 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.


Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

In LUSA