Dois concelhos em emergência e aldeias em risco no maior de quatro grandes incêndios em Portugal
“Assim que haja condições as pessoas irão regressar às suas habitações”, disse o comandante Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Durante a manhã, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, José Rocha, revelou que o incêndio “iniciou-se em Arouca e entretanto no final da tarde de ontem [segunda-feira] entrou no concelho de Castelo de Paiva, e encontra-se a lavrar com grande intensidade”. As chamas estão a avançar em direção a aldeias, colocando em risco algumas casas, nomeadamente no lugar do Gilde.
“Tenho um lugar que está isolado. Os bombeiros não têm acesso ao lugar do Seixo. Neste momento, estou no lugar do Gilde, onde o fogo também poderá chegar daqui a poucos momentos. Estamos aqui com a população para tentar minimizar e salvaguardar bens e pessoas”, disse o autarca à Lusa.
Ainda durante a madrugada, a Câmara Municipal de Arouca ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil "atendendo à acelerada progressão dos incêndios atualmente ativos nas freguesias de Alvarenga e de Canelas/Espiunca deste concelho, bem como à persistência das temperaturas extremas até 30 de julho previsivelmente".
A decisão foi tomada após uma auscultação por parte da autarca ao coordenador municipal de Proteção Civil de Arouca e aos responsáveis locais dos bombeiros e da GNR. Na sequência desta decisão, foi decidido acionar o Centro de Coordenação Operacional Municipal, que funcionará em permanência na Junta de Freguesia de Canelas e Espiunca, permitindo centralizar e tratar a informação operacional relevante para a gestão do plano.
O incêndio alastrou, durante a manhã, ao concelho de Castelo de Paiva, que também ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, e onde na freguesia de Real ardeu um armazém de uma fábrica de móveis.
"Ardeu parcialmente um armazém onde tinham vernizes e diluentes, mas a fábrica está inteira e pode continuar a laborar", confirmou Carlos Rocha, presidente da Junta de Freguesia de Real à CNN Portugal.
Segundo o autarca, o incêndio está dentro do concelho de Castelo de Paiva e as estradas encontram-se cortadas para possibilitar a rápida circulação dos bombeiros, que "têm sido excecionais no combate".
"Não há ninguém ferido e nem casas destruídas", acrescentou.
Em Castelo de Paiva, de acordo com a Proteção Civil, estão no local 29 operacionais apoiados por 8 veículos.
O incêndio de Ponte da Barca lavra já há quase três dias, uma vez que começou às 21:47 de sábado, e concentra 395 operacionais, 127 veículos e dois meios aéreos.
Na noite de segunda-feira, a freguesia de Ermida, em Ponte da Barca foi a principal preocupação da proteção civil no combate ao fogo. O comandante sub-regional do Vale do Ave da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Rui Costa, revelou que "os idosos e pessoas com mobilidade reduzida [de Ermida]" foram "abrigados na Igreja de Entre-Ambos-os Rios".
Em Penamacor, Castelo Branco, o combate às chamas está a ser feito no terreno por 373 operacionais, apoiados por 124 veículos e 4 meios aéreos, enquanto em Ponte de Lima estão 146 bombeiros, 43 viaturas e dois meios aéreos.
In CNN
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