Seis principais fogos combatidos ao início da manhã por quase 2.700 operacionais
Arganil, Montalegre, Sabugal, Figueira de Castelo Rodrigo, Sátão e Carrazeda de Ansiães são as situações mais preocupantes.
Quase 2.700 operacionais combatiam ao início da manhã desta quinta-feira os seis principais fogos em Portugal continental, com o que teve início em Arganil a mobilizar mais de metade dos meios, de acordo com a Proteção Civil.
Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), as seis ocorrências mais significativas mobilizavam 2.649 operacionais, apoiados por 855 meios terrestres.
O incêndio que começou na semana passada em Arganil, no distrito de Coimbra, já atingiu três concelhos do distrito de Castelo Branco (Castelo Branco, Fundão e Covilhã) e mantinha no terreno 1.675 operacionais, com 568 viaturas.
A circulação na linha da Beira Baixa entre Lardosa e o Fundão continuava na madrugada de hoje cortada, assim como a circulação na Autoestrada 23 (A23) entre o nó da Lardosa e Fundão Sul e a Estrada Nacional (EN) 18 entre Soalheira e Alpedrinha.
O incêndio que lavra há vários dias na zona da Galiza, Espanha, e que chegou na terça-feira ao concelho de Chaves, depois de também passado a fronteira na zona de Vilar de Perdizes, concelho de Montalegre, ambos no norte do distrito de Vila Real, mobilizava pelas 00:80 324 operacionais e 110 meios terrestres.
Pelas 22:30 de quarta-feira, o combate ao incêndio em Chaves estava a decorrer favoravelmente, com duas frentes ativas a “ceder aos meios”, segundo o comandante sub-regional do Alto Tâmega e Barroso.
O incêndio que deflagrou na sexta-feira no concelho do Sabugal, distrito da Guarda, e passou para o concelho vizinho de Penamacor (Castelo Branco), mobilizava 381 operacionais, apoiados por 103 viaturas.
No mesmo distrito, o fogo em Figueira de Castelo Rodrigo, que começou na quarta-feira à tarde, mantinha no local 14o operacionais e 32 meios terrestres e um meio aéreo.
Já em resolução, mas ainda integrados nas ocorrências significativas, o fogo de Sátão (Viseu) mobilizavam 51 operacionais e 16 meios aéreos.
O incêndio de Carrazeda de Ansiães, que começou na terça-feira, está também em fase de resolução, mas ainda mantém 73 operacionais e 23 meios terrestres no terreno.
Portugal continental tem sido afetado por múltiplos incêndios rurais desde julho, sobretudo nas regiões Norte e Centro.
Os fogos provocaram três mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos, alguns com gravidade, e destruíram total ou parcialmente casas de primeira e segunda habitação, bem como explorações agrícolas e pecuárias e área florestal.
Segundo os dados provisórios, até 20 de agosto arderam mais de 222 mil hectares no país, ultrapassando a área ardida em todo o ano de 2024.
In CNN Portugal
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