Associação da Região de Coimbra exige auditoria às verbas do Centro2020 e PRR
Na sequência dos
múltiplos fogos que têm atingido o país, a NERC reclamou “medidas urgentes de
apoio para os empresários e cidadãos da região de Coimbra”
A Associação
Empresarial da Região de Coimbra (NERC) exigiu hoje uma auditoria às verbas do
programa Centro 2020 e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para medidas
destinadas a evitar a repetição dos incêndios de 2017.
Na sequência dos
múltiplos fogos que têm atingido o país, e também o Centro, e que levaram à
declaração da situação de alerta desde 02 de agosto, a NERC reclamou “medidas
urgentes de apoio para os empresários e cidadãos da região de Coimbra”.
Lamentando a
morte do bombeiro que faleceu a caminho do combate a um incêndio na Covilhã,
“no cumprimento do seu dever”, e do antigo autarca da Guarda, quando “tentava
salvar bens e pessoas”, a associação considerou a situação atual “mais uma
tragédia que tem ferido nestes últimos dias todos os portugueses”.
“Estes homens e
mulheres estão no limite! Estão cansados, exaustos, entregues a uma luta
desequilibrada contra o fogo, contra o esquecimento e contra a falta de meios. E,
apesar disso, continuam a correr para dentro do perigo quando todos fogem dele.
A realidade é dura e injusta para os nossos bombeiros, empresários e cidadãos
do interior da região de Coimbra e na região Centro, que enfrentam diariamente
esta calamidade!”, afirmou a NERC no comunicado hoje enviado à agência Lusa.
A atual vaga de incêndios “expõe as fragilidades existentes,
nomeadamente no interior de Portugal, no que respeita à prevenção, limpeza e
combate aos incêndios florestais”.
Em consequência, a associação empresarial defende ser
“preciso auditar onde foram investidas as verbas do Centro2020 e do PRR”
destinadas a “várias intervenções após a calamidade de 2017, que por
coincidência ou não, afetou esta mesma região, estes mesmos empreendedores, no
flagelado interior da região Centro”.
“A NERC, os empresários da região de Coimbra, a sociedade
civil em geral, exigem saber o que foi feito às verbas do PRR afetas ao apoio
florestal, cadastral e outros”.
Mais concretamente, questionou: “Onde param os fundos
comunitários do programa ‘Aldeia Segura Pessoas Seguras’?”.
A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) é
visada pela associação, que pede explicações sobre a concretização das redes de
defesa da floresta contra incêndios (RDFCI), que visa prevenir e dificultar a
propagação de incêndios e facilitar o acesso e intervenção do combate a fogos
através de aceiros.
“Com a realidade atual, e ao constatarmos que a área do
território ardido, uma grande parte pertencente à CIMRC (Lousã, Miranda do
Corvo, Vila Nova de Poiares, Tábua, Arganil, Oliveira do Hospital, Góis,
Pampilhosa da Serra), importa auditar para onde foram os milhões de euros
atribuídos para cumprimento dos objetivos RDFCI”.
A NERC quer também explicações da CIMRC sobre “o porquê de
lançar um concurso SIRESP, durante a calamidade, em mais de meio milhão de
euros”. O investimento foi anunciado no dia 18 de agosto.
A associação compromete-se a “reivindicar junto das
entidades governamentais, intermunicipais e municipais, medidas concretas de
apoio aos empresários e cidadãos da região de Coimbra”.
Por forma a auxiliar “todos os empresários e cidadãos
afetados por esta calamidade da região de Coimbra e da região Centro”, a
associação disponibiliza um canal de apoio, através do
endereço geral@nerc.pt.
In Diário de Coimbra
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