Ministro da Agricultura anuncia apoios para produtores afetados pelos incêndios em Valpaços
O ministro da Agricultura esteve em Valpaços, um dos territórios mais afetados pelos incêndios, e anunciou abertura de avisos para a reposição do potencial produtivo após os estragos em vinha, olival e amendoal causados pelo fogo
que deflagrou na semana passada, atingindo 13,8 mil hectares

O ministro da Agricultura esteve em Valpaços, um dos territórios mais afetados pelos incêndios, e anunciou abertura de avisos para a reposição do potencial produtivo após os estragos em vinha, olival e amendoal causados pelo fogo
que deflagrou na semana passada, atingindo 13,8 mil hectares

Depois
de reunir com autarcas, produtores e associações do concelho de Valpaços, o
ministro da Agricultura e Mar descreveu um incêndio de “enormes dimensões” que
atingiu 10 mil hectares só neste concelho do distrito de Vila Real,
estendendo-se a Mirandela e Vinhais (Bragança), num total de 13,8 hectares mil.
Em
declarações à RTP, José Manuel Fernandes considerou que a agricultura se
sacrificou "para evitar uma tragédia ainda maior", tendo funcionado
como "tampão". "A agricultura é absolutamente essencial
para evitar, inclusivamente, os riscos de incêndio", disse o ministro.
Nesse sentido, o Governo vai abrir um aviso no âmbito dos Fundos Europeus
"para ajudarmos à reposição de potencial produtivo". Além de ter
regras, explicou o ministro, "não é um processo muito rápido".
Só prevê, por exemplo, apoios em áreas que tenham "prejuízos superiores a
30 por cento da respetiva área de exploração". Esta reposição,
adiantou, vai trazer "as vinhas velhas, os olivais centenários e há aqui
um prejuízo efetivo".
José
Manuel Fernandes falou antes aos jornalistas, junto a uma vinha queimada pelo
fogo, na freguesia de Santa Valha. “No apoio que está nas mãos do ministro
da Agricultura, nós avançaremos com avisos para a reposição de potencial
produtivo. Tem normas, são apoiadas as explorações que tiveram um dano superior
a 30 por cento. Infelizmente, há um grande número de explorações que tiveram
muito mais do que 30 por cento”, afirmou José Manuel Fernandes.
“Nós tivemos aqui olival, vinha, como é neste caso, amendoal, que foram
devastados. Até aos 10 mil euros é 100% e depois até aos 400 mil há uma
redução, sendo que o mínimo de cofinanciamento é de 50%”, acrescentou o
governante. Em curso está, segundo adiantou, a ser feito o levantamento
dos prejuízos por parte da câmara municipal, o qual será, depois, enviado para
a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Só de vinha, segundo José Manuel Fernandes, terão sido atingidos cerca de 500
hectares neste concelho.
O ministro visitou hoje aldeias afetadas pelo incêndio que deflagrou
terça-feira, na zona do Cabeço, Ervões, concelho de Valpaços e entrou nos
concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, já no distrito de
Bragança.
O fogo entrou em resolução na madrugada de sábado, durante o fim de semana
sofreu reativações, mas no domingo à noite foi dado como estando em
conclusão. “A nossa presença aqui significa apoio, significa proximidade,
mas também agradecimento a todos aqueles que fizeram um trabalho notável e eu
estive com as pessoas onde foi realçado esse trabalho e essa coordenação”,
salientou José Manuel Fernandes.
In Lusa
Depois
de reunir com autarcas, produtores e associações do concelho de Valpaços, o
ministro da Agricultura e Mar descreveu um incêndio de “enormes dimensões” que
atingiu 10 mil hectares só neste concelho do distrito de Vila Real,
estendendo-se a Mirandela e Vinhais (Bragança), num total de 13,8 hectares mil.
Em
declarações à RTP, José Manuel Fernandes considerou que a agricultura se
sacrificou "para evitar uma tragédia ainda maior", tendo funcionado
como "tampão". "A agricultura é absolutamente essencial
para evitar, inclusivamente, os riscos de incêndio", disse o ministro.
Nesse sentido, o Governo vai abrir um aviso no âmbito dos Fundos Europeus
"para ajudarmos à reposição de potencial produtivo". Além de ter
regras, explicou o ministro, "não é um processo muito rápido".
Só prevê, por exemplo, apoios em áreas que tenham "prejuízos superiores a
30 por cento da respetiva área de exploração". Esta reposição,
adiantou, vai trazer "as vinhas velhas, os olivais centenários e há aqui
um prejuízo efetivo".
José
Manuel Fernandes falou antes aos jornalistas, junto a uma vinha queimada pelo
fogo, na freguesia de Santa Valha. “No apoio que está nas mãos do ministro
da Agricultura, nós avançaremos com avisos para a reposição de potencial
produtivo. Tem normas, são apoiadas as explorações que tiveram um dano superior
a 30 por cento. Infelizmente, há um grande número de explorações que tiveram
muito mais do que 30 por cento”, afirmou José Manuel Fernandes.
“Nós tivemos aqui olival, vinha, como é neste caso, amendoal, que foram
devastados. Até aos 10 mil euros é 100% e depois até aos 400 mil há uma
redução, sendo que o mínimo de cofinanciamento é de 50%”, acrescentou o
governante. Em curso está, segundo adiantou, a ser feito o levantamento
dos prejuízos por parte da câmara municipal, o qual será, depois, enviado para
a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Só de vinha, segundo José Manuel Fernandes, terão sido atingidos cerca de 500
hectares neste concelho.
O ministro visitou hoje aldeias afetadas pelo incêndio que deflagrou
terça-feira, na zona do Cabeço, Ervões, concelho de Valpaços e entrou nos
concelhos de Mirandela, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, já no distrito de
Bragança.
O fogo entrou em resolução na madrugada de sábado, durante o fim de semana
sofreu reativações, mas no domingo à noite foi dado como estando em
conclusão. “A nossa presença aqui significa apoio, significa proximidade,
mas também agradecimento a todos aqueles que fizeram um trabalho notável e eu
estive com as pessoas onde foi realçado esse trabalho e essa coordenação”,
salientou José Manuel Fernandes.
In Lusa






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