Incêndios em Espanha: 13 mortos e territórios em estado de catástrofe
Espanha declarou hoje zonas de catástrofe os territórios afetados pelos grandes incêndios que atingiram o país nas últimas semanas e em que morreram 13 pessoas.
Foram declaradas "zonas afetadas por uma emergência de proteção civil" (a designação oficial) territórios atingidos por 211 episódios considerados catastróficos entre 31 de março e 27 de julho, incluindo incêndios e mau tempo, segundo o decreto do Conselho de Ministros.
A declaração inclui territórios de 14 das 17 regiões autónomas de Espanha, como os dos incêndios de Madrid, Ávila e Toledo, no centro do país, que levaram à declaração da situação de emergência nacional na quinta-feira passada.
Estes fogos, ainda ativos, já queimaram mais de 77.000 hectares e levaram a confinar ou retirar de casa mais de 90.000 pessoas, segundo as autoridades.
O incêndio de Ávila, com 40.000 hectares ardidos é considerado o maior de que há registo na história de Espanha.
A declaração aprovada hoje pelo Conselho de Ministros inclui também as zonas de um incêndio no início deste mês em Almería em que morreram 12 pessoas e as do fogo de Castellón, Valência, em que morreu um homem no sábado passado e que continua por controlar.
O documento abrange ainda zonas afetadas por chuvas, tempestades ou fenómenos costeiros, entre outros.
Esta declaração de zona catastrófica permite a avaliação de danos e iniciar o processo de pedido e mobilização de ajudas, não havendo neste momento uma estimativa de prejuízos causados pelos incêndios.
O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, disse hoje que a declaração de zonas de catástrofe permitirá começar "a mobilizar ajudas" para os afetados e a recuperação e reconstrução, assim como avaliar "a magnitude desta catástrofe" dos incêndios das últimas semanas.
Sánchez lembrou que já arderam em 2026 em Espanha 170.000 hectares, seis vezes a área queimada no mesmo período de 2025, que já tinha sido "um ano particularmente difícil".
O primeiro-ministro admitiu que começa a ver-se a "luz ao fundo do túnel" no combate aos grandes incêndios que atingem as regiões de Madrid, Ávila e Toledo, mas realçou que é preciso manter "todas as precauções" e ainda há pela frente "dias e horas complexas", sobretudo porque estão a subir as temperaturas em todo o país e se aproxima uma onda de calor.
"Neste momento permanecem ativos oito grandes incêndios em Espanha", revelou.
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