quinta-feira, 31 de julho de 2025

APECATE e ALEP preocupadas com impacto dos incêndios florestais na atividade turística e cultural ao ar livre

 A APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos e a ALEP – Associação do Alojamento Local em Portugal, estão preocupadas com o impacto que os incêndios florestais têm provocado em várias regiões do país, e como podem afetar a atividade turística.

As duas associações, que manifestam ainda a “sua solidariedade com as populações afetadas”, avançam que os incêndios em áreas como Ponte da Barca, Arouca, Nisa, Santarém, entre outras, “estão a comprometer diretamente o funcionamento de atividades turísticas em contexto natural, levando ao cancelamento de programas, encerramento temporário de percursos, áreas protegidas e equipamentos, bem como afetar as perspetivas futuras devido à insegurança crescente dos visitantes nacionais e estrangeiros”.

“O Turismo tem sido uma alavanca fundamental no desenvolvimento dos destinos de natureza, em especial no interior, mas que as empresas associadas à APECATE e da ALEP – muitas das quais operam nessas zonas de elevado valor ambiental e paisagístico – enfrentam mais um cenário de incerteza e perda de rendimentos, num momento particularmente sensível do calendário turístico nacional, colocando em causa a sua viabilidade e a própria sustentabilidade dos destinos turísticos afetados, em particular do interior”, acrescentam.

Neste contexto, a APECATE e ALEP “apelam à rápida ativação de medidas de apoio específicas para as empresas do setor, designadamente apoio à tesouraria e linhas de crédito em condições especiais; Reforçam a necessidade urgente de políticas de prevenção ativa, de gestão florestal integrada e de articulação eficaz entre as entidades responsáveis pelo ordenamento do território, ambiente, turismo e proteção civil”, disponibilizando-se a “colaborar com o Governo e as autarquias na definição de soluções de curto e médio prazo, que assegurem a continuidade da atividade económica, a segurança dos visitantes e a valorização do património natural como ativo essencial do turismo nacional”.

“Em destinos turísticos sensíveis e ainda em consolidação é fundamental garantir que as empresas de turismo nomeadamente a animação turística, eventos e alojamento local, na sua maioria constituídas por micro empresas, não tenham a sua viabilidade comprometida. Estas empresas são verdadeiras embaixadoras do território, promotoras do desenvolvimento local e da coesão social, e precisam de respostas adaptadas à sua realidade e céleres”, alertam ainda ambas as associações, reforçando que “continuarão a acompanhar a situação no terreno, a avaliar os impactos nos respetivos setores e apoiar os seus associados, sempre com sentido de responsabilidade e com o compromisso de contribuir para um setor turístico mais resiliente, sustentável e preparado para os desafios do futuro”.

In Turisver