quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Bombeiros do Baixo Alentejo fizeram cerca de 75 mil quilómetros para ajudar nos grandes fogos

 Os treze corpos de Bombeiros afetos ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPCBA) foram mobilizados para os grandes incêndios que assolaram o Norte e o Centro de Portugal, tendo percorrido perto de 75 mil quilómetros.

De acordo com dados a que o JN teve acesso, nas 12 ocorrências para que os bombeiros do Baixo Alentejo foram mobilizados, por indicação do Comando Nacional de Emergência e Proteção Civil, estiveram no terreno perto de 370 operacionais, apoiados por 117 veículos, incluindo as três rendições que ocorreram nos incêndios de Ponte de Lima e de Ponte da Barca.

Estes dois incêndios, para onde o Grupo de Reforço de Incêndios Rurais 01 (GRIR 01) do Baixo Alentejo foi mobilizado, entre 29 de julho e 5 de agosto, foram aqueles que empregaram mais meios. Na primeira intervenção foram utilizados 38 operacionais de 11 corporações, apoiados por 13 viaturas, tendo percorrido 14.560 quilómetros. Esta quilometragem considerando o local de agrupamento, Beja, a cidade sede do CSREPCBA, e o concelho de registo do incêndio (Ponte de Lima e Ponte da Barca), onde os veículos andaram 13.780 quilómetros a que se juntaram mais 780, tendo em conta o local de saída de cada corporação. Só na viagem de ida e volta entre Barrancos e Beja, a corporação raiana andou 200 quilómetros. Àqueles números há que juntar as três rendições dos efetivos, o que faz triplicar os operacionais, viaturas e quilómetros percorridos nos fogos dos dois municípios do Alto Minho.

Mas os operacionais baixo-alentejanos estiveram também nos fogos de Vila Real, Covilhã, nos incêndios do Pereiro e Sobral de São Miguel, Trancoso, Piódão e no passado sábado em Pedrogão Grande.

Mário Batista, um dos mais carismáticos comandantes das corporações do distrito de Beja, sustenta que "por onde passaram os nossos operacionais foram alvo dos maiores elogios, porque acima de tudo e apesar das distâncias, o objetivo foi trabalhar em prol das populações", resumiu.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Ourique reconhece que os pré-posicionamentos "são uma gestão difícil que podem retirar um grupo do quartel o que torna mais complicado o nosso trabalho de resposta", lembrando que entre 20 e 22 de agosto no incêndio de Portel "tivemos grupo e meio o que reduz em muito os efetivos", rematou.

"Em 2017 o nosso carro de reabastecimento esteve 21 dias nos incêndios de Viana do Castelo. Com as rendições "perdemos" dez homens. São os cinco que vão para cima e os cinco que vêm descansar. Só com um grande espírito de sacrifício dos nossos operacionais conseguimos dar as devidas respostas", rematou Mário Batista.

Das 12 intervenções, o Corpo de Bombeiros de Almodôvar participou em nove, Alvito em oito, Ourique, Barrancos e Moura em sete das mobilizações para combater as chamas que devastaram Portugal durante o último mês.

In Jornal de Noticias